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CLDF destaca importância da doação de leite materno e mobiliza rede de bancos no Distrito Federal

1 de junho de 2026
CLDF destaca importância da amamentação e das doadoras de leite humano no DF
CLDF destaca importância da amamentação e das doadoras de leite humano no DF
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Sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal em 1º ressaltou a amamentação e o papel das doadoras.

O plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, nesta segunda-feira (1º), sessão solene em celebração ao Dia Mundial da Doação do Leite Materno, proposta pelo deputado Jorge Vianna (DEM). A atividade, realizada no DF, destacou a relevância da amamentação e o papel das doadoras para a proteção imunológica de recém-nascidos que não podem ser amamentados por suas mães. Foram divulgadas imagens da homenagem.

O deputado Jorge Vianna afirmou que o Brasil tem a maior e mais complexa rede de bancos de leite humano do mundo e que, no mês anterior, sediou o primeiro Congresso da Rede Global de Bancos de Leite Humano. Segundo ele, apesar dos avanços, a escassez de donadoras continua entre os principais desafios. “Se puderem, doem. Se não puderem, apoiem as doadoras e divulguem as campanhas. O leite materno é um superalimento e, em muitos sentidos, insubstituível. Os bebês prematuros e de baixo peso, cuidados em UTIs neonatais, precisam desse leite. É uma questão de vida ou morte”, afirmou.

Jorge Vianna também explicou que o processo de doação é simples. “Qualquer mãe saudável, que possua leite sobrando, pode fazê-lo. É só seguir as orientações no site Amamenta Brasília. Os servidores do banco de leite também podem dar as informações necessárias, basta ligar para o telefone 160, opção 4”, complementou. O parlamentar citou ainda a Lei Distrital nº 7.711/2025, de sua autoria, que garante isenção da taxa de inscrição em concursos públicos do DF para mulheres doadoras de leite materno.

Amamentação

A enfermeira do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Renata Haag, abordou receios comuns relacionados às alterações corporais na amamentação e destacou benefícios para a saúde. Segundo ela, a amamentação tem efeito protetivo e acumulativo contra o câncer de mama, porque ocorre o último estágio de maturação celular da mama. “Vamos amamentar para conseguir os benefícios para o binômio mãe-bebê”, disse.

A coordenadora da política de aleitamento materno da Secretaria de Saúde do DF, Maria das Graças Cruz Rodrigues, apresentou o tema da campanha do ano: “Doação de Leite Humano: Solidariedade que nutre, vida que cresce” e afirmou que a doação é uma escolha consciente de dividir o alimento do próprio bebê.

Mariana Palhares Temer, responsável técnica do Banco de Leite Humano do Hospital Anchieta, detalhou serviços gratuitos oferecidos, como cursos para gestantes, e citou a atuação da rede em situações emergenciais, incluindo as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. “A gente conseguiu mobilizar a nossa rede e doar para o Rio Grande do Sul e também exportamos tecnologia para a África e a América Central. Estamos aqui para servir”, afirmou.

Renara Guedes, representante do Ministério da Saúde, informou que o Brasil registra taxa de prematuridade de 12%, o que corresponde a cerca de 300 mil nascimentos prematuros por ano, e ressaltou a importância da rede de bancos de leite. Segundo ela, “300 ml de leite materno podem alimentar até 10 bebês por dia”.

Logística

A chefe do Banco de Leite do Hospital de Brazlândia, Anne Oliveira Pereira, falou sobre desafios logísticos na captação de doadoras em áreas mais afastadas e rurais, incluindo municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). Ela informou que, em locais distantes como chácaras, as doadoras nem sempre conseguem chegar ao banco e é necessário mobilizar equipes para atendê-las, e que mais divulgação municipal pode reduzir esses gargalos.

Encerrando as falas, a maior doadora de leite do Distrito Federal, Ana Paula Caetano Dias Anchieta, relatou sua experiência pessoal após o nascimento prematuro do filho, com 25 semanas de gestação e 890 gramas. Ela disse que, além de alimentar o próprio bebê, conseguiu produzir leite suficiente para outros recém-nascidos internados em UTI neonatal. “Manter essa produção foi muito difícil, sem o estímulo da boquinha do bebê. A gente venceu essa batalha, pois meu filho teve o leite garantido e consegui doar para os demais. Era lindo demais ver as outras mães felizes”, recordou. Ana Paula também alertou para períodos críticos de escassez nos bancos de leite, quando fórmulas precisam ser usadas como alternativa, e conclamou: “Quem puder doar doe, porque doação é amor. Qualquer quantidade é importante”.

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