Apresentação no 4º Congresso Nacional de Pesquisa Judiciária, Estatística e Ciência de Dados da Justiça do Trabalho reuniu magistrados, servidores e pesquisadores.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, recebeu de 25 a 27 de agosto o 4º Congresso Nacional de Pesquisa Judiciária, Estatística e Ciência de Dados da Justiça do Trabalho, onde foi apresentado um estudo sobre qualidade da burocracia no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR). A pesquisa foi mostrada por servidores da Coordenadoria de Desenvolvimento de Pessoas, durante painéis que trataram também de gestão de pessoas e uso de dados na administração judiciária.
Apresentação e participação
A juíza Eliane Cunha Martins Leite Brandão e os servidores Lucas Ribeiro Prado e Dayana Arnaud de Oliveira, integrantes da Comissão de Pesquisas Judiciárias (CPJ), integraram a delegação do TRT-11 no evento. Lucas Prado, diretor da Coordenadoria de Desenvolvimento de Pessoas (Codep), coordenou a exposição do trabalho, que tem ainda como autores Jonatas Andrade dos Santos, Tharcel Oliveira Pulpeiro e Paula Frias dos Santos, do Instituto República.org.
Metodologia e resultados
O levantamento utilizou o Índice de Qualidade da Burocracia (IQB), metodologia baseada em atributos da burocracia descritos por Max Weber. A pesquisa considerou a percepção de magistrados e de servidores ocupantes dos cargos de técnico e analista judiciário sobre aspectos da estrutura e do funcionamento do tribunal.
Na avaliação geral, o TRT-11 alcançou 69 pontos, resultado classificado como nível intermediário. Entre os indicadores com maior pontuação estiveram Competências (84), Espírito Público (83) e Qualidade do Ambiente de Trabalho (82). O TRT-11 é o primeiro órgão do Poder Judiciário brasileiro a ser avaliado pela metodologia IQB.
Temas debatidos no congresso
Com o tema “Trabalho, Transformações Econômicas e Justiça”, o congresso abordou digitalização, inteligência artificial, análise de dados, novas formas de trabalho em plataformas digitais, saúde mental de magistrados e servidores e desafios do sindicalismo. Os participantes discutiram os impactos das transformações econômicas e tecnológicas no mundo do trabalho e na Justiça do Trabalho.
A pesquisa foi apresentada como fonte de dados que podem contribuir para compreender o ambiente organizacional e subsidiar decisões relacionadas à gestão de pessoas. Durante a sessão, foi reforçada a necessidade de combinar tecnologia e análise de dados com a atenção às condições de trabalho e às pessoas que integram as instituições.
“A eficiência e a ciência de dados precisam considerar também magistrados e servidores”, afirmou Lucas Prado durante a apresentação.
Créditos
Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Codep, com edições de Mônica Armond de Melo
Fotos: TST
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