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TJAM apresenta Ecossistema Arandu com ferramentas de inteligência artificial integradas ao processo eletrônico

13 de agosto de 2026
TJAM apresenta Ecossistema Arandu com ferramentas de inteligência artificial integradas ao processo eletrônico
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Apresentação do conjunto de soluções de inteligência artificial do TJAM e a integração com segurança da informação, proteção de dados e supervisão humana.

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) apresentou, nesta quarta-feira (13/8), durante o segundo dia do XXI Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça Estaduais e Militares do Brasil (Consepre), no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, em Manaus, o Ecossistema Arandu, conjunto de soluções de inteligência artificial desenvolvido para apoiar a atividade jurisdicional e aprimorar a prestação dos serviços do Judiciário. A sessão foi conduzida pela desembargadora Vânia Maria Marques Marinho e pelo diretor da Divisão de Inteligência Artificial do Tribunal, Rhedson Esashika.

Apresentação e objetivo

A apresentação destacou a evolução tecnológica do Judiciário amazonense e mostrou como o uso de inteligência artificial pode ser integrado às rotinas dos tribunais sem abrir mão da segurança da informação, da proteção de dados e da supervisão humana. Segundo a desembargadora Vânia Maria Marques Marinho, o desenvolvimento das soluções resultou do trabalho conjunto de servidores especializados e do apoio da administração do TJAM.

‘Nós buscamos construir um ecossistema. Colocamos dentro do mesmo guarda-chuva o Comitê de Proteção de Dados, o Comitê de Gestão de Inteligência Artificial e o Desenvolvimento de Tecnologia e Informação do Tribunal, porque acreditamos que esses três eixos estão intrinsecamente relacionados’, afirmou Vânia Maria Marques Marinho, ao destacar a articulação entre comitês e equipes técnicas.

A desembargadora afirmou ainda que o avanço no uso da inteligência artificial exige mecanismos para garantir a segurança das informações utilizadas pelo Poder Judiciário e ressaltou iniciativas de cooperação com outras instituições para o compartilhamento de experiências e fortalecimento da proteção de dados.

Processo eletrônico em uma nova etapa

Rhedson Esashika apresentou a evolução do processo eletrônico para uma etapa marcada pela incorporação de ferramentas capazes de auxiliar magistrados e servidores na análise e tratamento das informações processuais. Entre os recursos, destacou-se a análise por similaridade, que permite comparar processos e identificar relações com o acervo de uma unidade judicial, considerando partes e advogados envolvidos.

‘Nós estamos em uma era em que o processo eletrônico tende e necessita ser um processo eletrônico inteligente. As ferramentas que estão sendo apresentadas vêm justamente com esse foco’, explicou Rhedson, ao apontar o objetivo de transformar o sistema em um ambiente mais integrado e inteligente.

Arandu GPT amplia segurança no uso de IA

Um dos destaques foi o Arandu GPT, ferramenta integrada diretamente ao acervo processual do TJAM. A solução permite que usuários trabalhem com informações dos processos por meio de recursos de inteligência artificial, inclusive para análises e geração de documentos.

A ferramenta foi apresentada como resposta ao chamado Shadow AI, em que servidores podem recorrer a soluções externas para tratar documentos institucionais. No modelo do TJAM, os dados permanecem na infraestrutura tecnológica do Tribunal, em nuvem privada e sob governança institucional.

‘O processo que você trabalha já está automaticamente carregado no contexto de uso do chat. Tudo isso está rodando em uma nuvem nossa, privada. Isso evita que o processo saia da nossa governança, da nossa tecnologia, e seja utilizado em ferramentas externas’, explicou Rhedson, ao demonstrar funcionalidades como banco de prompts, descrição de audiências e pesquisa de jurisprudência.

Novas ferramentas: Arandu Chat e Arandu Gabinete

O evento também apresentou uma nova geração de ferramentas do Ecossistema Arandu: o Arandu Chat e o Arandu Gabinete. O Arandu Chat funciona como interface de conversação conectada a ferramentas institucionais do Tribunal, permitindo pesquisas e atividades integradas aos recursos do TJAM.

O Arandu Gabinete é voltado à produção de minutas em gabinetes de segundo grau e entrou em fase de projeto-piloto em gabinetes de primeiro grau. A proposta é estruturar o fluxo de trabalho até a produção da minuta, utilizando a inteligência artificial como apoio.

Governança, segurança e reconhecimento

Rhedson afirmou que as soluções se apoiam em quatro pilares: governança, segurança, integração e supervisão. O objetivo é assegurar acesso por usuários autenticados, controle sobre as informações utilizadas e mecanismos para reduzir riscos de vazamento ou uso inadequado dos modelos.

O diretor também destacou reconhecimentos obtidos pelo trabalho do TJAM: em 2025, o primeiro lugar no ExpoJude Portugal; e em 2026, o segundo lugar no ExpoJude USA, realizado em Orlando, na Flórida.

Integração com jurisprudência dos tribunais superiores

Outra frente apresentada foi a incorporação progressiva de bases de conhecimento jurídico. De acordo com Rhedson, o TJAM trabalha para incorporar jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliando a capacidade das ferramentas de conectar inteligência artificial a dados, programas e sistemas institucionais.

A proposta é que as ferramentas realizem pesquisas, cruzem informações e auxiliem na análise de documentos conforme parâmetros definidos pelo usuário, sempre dentro do ambiente institucional.

Supervisão humana e capacitação

Nas considerações finais, a desembargadora Vânia Maria Marques Marinho reforçou que o avanço tecnológico deve estar acompanhado de capacitação e responsabilidade no uso das ferramentas. ‘Nós entendemos que a supervisão humana é imprescindível. Por isso, o Tribunal procura manter um sistema de letramento constante, não só dos magistrados, mas de todos os servidores, para que utilizemos essas ferramentas de inteligência artificial de forma segura e adequada’, disse.

Ela destacou que a formação contínua faz parte da estratégia do TJAM para garantir que magistrados e servidores compreendam as possibilidades e os limites das novas tecnologias.

Ao final do painel, o presidente do Consepre, desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, parabenizou o TJAM e ressaltou o desafio do Poder Judiciário em conciliar o uso da inteligência artificial com segurança e supervisão humana.

Foto: Chico Batata. Carlos Eduardo Rocha

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM
E-mail: divulgacao@tjam.jus.br
(92) 99316-0660 | 2129-6771

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