Produtores do Distrito Federal aumentam expectativa de colheita de alho após concessão de crédito pelo Prospera.
Esther Macedo, 44 anos, e Luciano Custódio, 49, produtores rurais do Distrito Federal, obtiveram crédito pelo Prospera, programa do Governo do Distrito Federal, e esperam triplicar a produção de alho na próxima safra. O casal trabalha com a cultura há três anos, e, conforme relato dos produtores, o financiamento permitiu investir em sementes, adubação e maquinário, ampliando a área plantada e a expectativa de colheita.
Impacto direto na produção
No ano passado, segundo Luciano, “plantamos 60 kg e colhemos 360 kg de alho”. Agora, com o microcrédito do Prospera, eles informaram que “plantamos 200 quilos de alho e esperamos colher uns 1.200 quilos”. Esther afirmou que o recurso chegou em momento oportuno e que o processo foi rápido e sem burocracia.
Assistência técnica e acompanhamento
A Emater-DF participou da elaboração dos projetos técnicos e acompanha a aplicação do crédito ao longo do ano. A extensionista Roseli Oliveira explicou que os projetos têm viabilidade técnica e financeira e que, seguindo as orientações, os produtores conseguem cumprir o financiamento. De 2019 até maio deste ano, foram aprovados mais de R$ 67 milhões em crédito rural para 1.262 mil projetos elaborados pela Emater-DF.
Os recursos atendem produtores individuais, associações e cooperativas e priorizam participantes de programas de compra governamental, como o Pnae e o Papa-DF.
Modalidades de crédito e condições
O GDF mantém duas linhas principais: o Prospera, operacionalizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), e o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), vinculado à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). Há também iniciativas federais citadas, como o Pronaf e o FCO.
O titular da Seagri-DF, Rafael Bueno, ressaltou que o crédito rural amplia a capacidade produtiva da agricultura familiar. Segundo ele, o crédito atende ao custeio agropecuário — para compra de fertilizantes e insumos — e ao investimento em maquinário, animais, estrutura e veículos. Bueno informou que o FDR é operacionalizado pelo BRB, oferece juros de 3% ao ano e, se o produtor pagar em dia, há 25% de desconto sobre o saldo.
Bueno acrescentou que o produtor que toma empréstimo pelo FDR pode utilizar custeio e investimento dentro do mesmo financiamento, permitindo adquirir insumos e equipamentos no mesmo contrato.
Mudanças na legislação e novas linhas para públicos específicos
Em maio deste ano, a governadora Celina Leão sancionou alterações na legislação do FDR. Entre as novidades está a criação do FDR Mulher, com recursos exclusivos para mulheres do campo, e do FDR Cooperativa, voltado para fortalecer cooperativas rurais.
Segundo o secretário, “É uma inovação que não se refere apenas à produção agropecuária, mas também oportuniza que essas mulheres possam financiar itens para produção, por exemplo, de costura, de panificados, dentro da sua casa, sendo na área rural”. O gestor afirmou que, com o FDR Cooperativa, organizações podem acessar financiamento próprio para aquisição de máquinas, equipamentos e infraestrutura, reduzindo a dependência de bens públicos.
Como fechamento, o secretário destacou que as medidas visam à fixação do produtor no campo, à melhoria da qualidade de vida, à progressão dos negócios com aumento de produtividade e à garantia do abastecimento agroalimentar da população do Distrito Federal.
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