Casais do Zoológico de Brasília representam ações técnicas de conservação para espécies ameaçadas.
No Dia dos Namorados, os casais do Zoológico de Brasília atraem visitantes e simbolizam o trabalho técnico de conservação feito em parceria com instituições nacionais e internacionais. Em Brasília, especialistas usam dados genéticos e recomendações de manejo para formar pares que ajudem a manter a diversidade genética. Entre os exemplos citados estão os macacos-aranha-de-testa-branca Ateles marginatus Chicão e Kika, as ariranhas Macau e Saraê, e o casal que será formado pelos macacos-aranha-de-cara-preta Ateles chamek Juninho e Sara.
Esforço coordenado
Segundo Ana Raquel Faria, assessora da Superintendência de Conservação e Pesquisa do Zoológico de Brasília, os pares mantidos no zoo integram programas coordenados nacionalmente. “Hoje, o ICMBio estabelece diretrizes para a conservação dessas espécies por meio dos planos de ação nacional. Em parceria com a Azab, são desenvolvidos programas que orientam o manejo populacional, incluindo recomendações sobre quais animais devem formar casais para garantir a diversidade genética das populações”, explicou ela.
Antes de qualquer aproximação entre indivíduos, profissionais analisam informações genéticas e comportamentais. O trabalho é conduzido por studbook keepers, responsáveis por acompanhar populações em zoológicos e aquários e recomendar os pareamentos mais adequados. O objetivo é assegurar estabilidade demográfica e níveis adequados de diversidade genética nas populações sob cuidados humanos.
Ciência a favor da biodiversidade
O Zoológico de Brasília participa de programas de conservação coordenados pela Azab e pelo ICMBio, que reúnem instituições do país e do exterior. As ariranhas Macau e Saraê fazem parte desse esforço: Macau chegou ao zoo em 2019, vindo da Alemanha, e Saraê foi transferida do Aquário de São Paulo em 2022 após recomendação técnica voltada à conservação da espécie.
Outro movimento recente envolveu o macaco-aranha-de-cara-preta Juninho, que chegou ao zoo vindo do Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP). Após cumprir protocolos de adaptação, ele será integrado à fêmea Sara, conforme as recomendações técnicas que consideram aspectos genéticos e demográficos para evitar consanguinidade e fortalecer as populações mantidas por instituições.
Para o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, a data é uma oportunidade para explicar o trabalho técnico ao público: “Cada encontro entre animais recomendado pelos programas de manejo representa uma oportunidade de fortalecer populações ameaçadas e ampliar as chances de sucesso dos esforços de conservação desenvolvidos dentro e fora das instituições”, afirmou.
O texto institucional do zoo também destaca resultados recentes do trabalho técnico. Entre os nascimentos registrados em 2024 e 2025 que fazem parte de programas de conservação estão dois filhotes de sauim-de-coleira, duas jacutingas e duas fêmeas de lobo-guará, espécies em risco de extinção.
Com informações do Zoológico de Brasília
Assuntos nesse artigo:
#zoologicodebrasilia, #diadosnamorados, #conservacao, #especiesameacadas, #azab, #icmbio, #ariranhas, #macacosaranhadetestabranca, #macacosaranhadecarapreta, #sauimdecoleira, #jacutinga, #loboguara, #studbookkeepers, #planejamentopopulacional, #juninho, #sara, #chicao, #kika, #macau, #sarae
