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CLDF realiza entrega da 4ª edição do Prêmio Paulo Freire e reconhece 330 projetos da educação

19 de junho de 2026
CLDF celebra projetos na 4ª edição do Prêmio Paulo Freire de Educação
CLDF celebra projetos na 4ª edição do Prêmio Paulo Freire de Educação
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Cerimônia na Câmara Legislativa do Distrito Federal reconheceu projetos de escolas, universidades e comunidades vinculados à educação.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite de quarta-feira (18), sessão solene para entrega da 4ª edição do Prêmio Paulo Freire de Educação. A iniciativa do deputado Gabriel Magno reuniu representantes de escolas, universidades, entidades sindicais, estudantes e autoridades para premiar projetos do Distrito Federal que atuam no cotidiano escolar.

Com 330 projetos inscritos — dos quais 80% são oriundos da rede pública de ensino do DF — a solenidade distribuiu medalhas e moções de louvor a todos os participantes e entregou 32 troféus especiais divididos em cinco eixos temáticos.

Abertura e posicionamentos

Ao abrir a sessão, Gabriel Magno destacou a função da escola pública como “espaço de construção da democracia, da diversidade e da cidadania”. Segundo o parlamentar, a premiação tem o objetivo de divulgar o trabalho diário de educadores e educadoras, frequentemente realizado com poucos recursos. “Essa é uma noite de liberdade, diversidade, inclusão e defesa da escola pública. A ideia do prêmio é reconhecer experiências que transformam vidas e fortalecer iniciativas que precisam continuar acontecendo”, afirmou.

Durante o evento, o deputado também afirmou que seu mandato assegurou uma emenda parlamentar de R$ 5 mil via PDAF (Programa de Descentralização Administrativa Financeira) para cada projeto inscrito na edição anterior, e prometeu estender o mesmo benefício financeiro direto para as escolas participantes desta quarta edição, com o objetivo de garantir recursos básicos para manutenção dos projetos.

Defesa da educação pública e discursos

A referência a Paulo Freire foi recorrente ao longo da cerimônia, apresentada como símbolo de uma educação crítica e democrática. Representando o Ministério da Educação, o professor Erasto Fortes Mendonça afirmou que o reconhecimento público amplia o impacto dos projetos. “Receber um prêmio que leva o nome de Paulo Freire significa assumir a responsabilidade de manter viva a luta pela educação como prática da liberdade, pela democratização do conhecimento e pela superação das desigualdades”, declarou.

A presidente da União dos Estudantes Secundaristas do Distrito Federal, Alex Maciel, defendeu respeito à diversidade e criticou modelos de militarização escolar. “A escola precisa ser um lugar onde as pessoas possam ser quem são. É um espaço de respeito, inclusão e construção coletiva de uma sociedade mais justa”, afirmou.

Lideranças sindicais e educacionais cobraram melhores condições de trabalho, valorização salarial e mais investimentos para a educação básica e superior. A diretora do Sinpro-DF, Márcia Gilda Moreira Cosme, ressaltou o papel dos professores na formação crítica dos estudantes: “A educação transforma pessoas e pessoas transformam o mundo. É nosso compromisso formar cidadãos conscientes, capazes de construir uma sociedade mais democrática e justa”.

A secretária de imprensa da Federação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Ieda Leal, classificou a premiação como reconhecimento ao trabalho dos profissionais das escolas. “O prêmio registra na história a beleza de ser professor, professora e trabalhador da educação no Brasil”, declarou.

Projetos destacados por eixo temático

Educação para a Diversidade, Direitos Humanos e Justiça Social:
– “A voz e a vez são delas: dialogando com autoras negras da literatura”, do CEF da 410 Norte.
– “CEM 02 Antirracista”, do Centro de Ensino Médio 02 do Gama.
– “Iniciação científica no ensino fundamental: pesquisa e investigação como ferramenta de empoderamento para meninas”, do Centro Educacional Professor Carlos Ramos Mota, no Lago Oeste.
– “Júri Simulado, uma estratégia de aprendizagem colaborativa na educação sexual”, do CEM Ave Branca, de Taguatinga.
– “Ubuntu, educação antirracista, formação política e justiça social na Universidade Pública”, do Instituto de Ciência Política da UnB.
– “Karata Awarari: a educação bilingue imediata como práxis decolonial para alfabetização, identidade e direitos humanos de estudantes da etnia Warao imigrantes venezuelanos”, da Escola do Campo, da Escola Classe Morro da Cruz e da Cáritas Arquidiocesana de Brasília.
– “Visualidades entre grades. Professora, vai colocar na parede? Arte e visibilidade, reconhecimento na educação de jovens e adultos em contexto prisional”, do Centro Educacional 01 de Brasília em unidade prisional.

Educação para a Cultura de Paz, Proteção Integral e Convivência Escolar:
– “CCA: comunidade de cuidado e apoio — Vem comigo”, do Centro de Ensino Médio 01 do Guará.
– “Corpos que falam, vozes que curam: teatro, escuta e inclusão”, no CEM 01 de Planaltina (Centrão).
– “Dramaturgias do Memoricídio: a pedagogia das ruas com adolescentes em privação de liberdade, no cenário da biblioteca Washington Freitas”, do Núcleo de Ensino da Unidade de Internação Socioeducativa de Brazlândia.
– “Educação física, ética e formação integral: construindo competências socioemocionais e responsabilidade social no ambiente escolar”, do CEF 14 de Taguatinga.
– “Jardim Literário de Convivência: uma iniciativa para o desamparamento das infâncias”, da Escola Classe Jardim dos Ipês de Planaltina.

Educação Ambiental, Patrimonial e Sustentabilidade dos Territórios:
– “Cerradim: A voz das crianças em defesa do Cerrado”, da Comunidade de Aprendizagem do Paranoá.
– “Detetives do Clima”, da Escola Classe 303 de Samambaia.
– “Galinário do Ipê: ciclo vivo em cada pio”, da Escola Classe Ipê do Núcleo Bandeirante.
– “Inventário: Nosso Território, Ponte Alta Sul”, do Centro de Ensino Fundamental Tamanduá do Gama.
– “Passeando pela cidade”, da Escola Classe Beija-Flor do Plano Piloto.
– “Turma Capibandosa Cerrado”, do Centro de Ensino Fundamental 26 de Ceilândia.

Educação, Tecnologias Digitais e Relação Escola-Comunidade:
– “Clube de Robótica: Tecnologia, Inclusão e Protagonismo Estudantil”, do CEM 01 de Brazlândia.
– “Plateadostech+: pessoas idosas antenadas nas tecnologias digitais”, do IFB Campus Ceilândia.
– “Memórias que brincam: jogos tradicionais como estratégia de promoção da saúde e fortalecimento comunitário na educação física do campo”, do CED Irmã Maria Regina Velanes Regis de Brazlândia.
– “Projeto Curta Ciência”, do CEM Taguatinga Norte.
– “Robótica como resistência social e inclusão digital”, do CEF 08 de Sobradinho.

Práxis Pedagógicas Transformadoras e Formação Continuada:
– “CEL em ação, protagonismo, autogestão e cultura de aprendizagem colaborativa no ensino médio”, do CED do Lago.
– “Conte mais”, do CED 804, do Recanto das Emas.
– “Educação que transforma, praxis freiriana, formação continuada e sustentabilidade na construção de uma escola pública de qualidade”, do Centro de Ensino Sargento Lima de Santa Maria.
– “Narrativas e percursos geográficos, mobilidades pendulares dos discentes no contexto de uma escola pública do Distrito Federal”, do Centro de Ensino Sargento Lima, de Santa Maria.
– “Saberes Vivos, Cultura, Identidade e Protagonismo na EJA. Projeto Integrador Semana Cultural da EJA”, do CEM 03 de Ceilândia.
– “Sinalização da mente. O exercício da razão no AEE ao Surdocego”, do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais.
– “Pequeno Leitor”, do CAIC Unesco de São Sebastião.

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