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Câmara analisa projeto que regulamenta contratação de artesanato pela administração pública em licitações

22 de setembro de 2026
Câmara analisa projeto que regulamenta contratação de artesanato pela administração pública em licitações
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Projeto estabelece critérios para aquisição pública de bens e serviços artesanais.

O Projeto de Lei 3377/26, de autoria do deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) e outros, cria regras para a contratação de bens e serviços artesanais pela administração pública e está em análise na Câmara dos Deputados. A proposta permite que as licitações considerem características como identidade cultural, técnica e conteúdo artístico quando relevantes para o objeto contratado.

Definição de bens e serviços artesanais

Pelo texto, são considerados bens artesanais aqueles feitos à mão, que tenham identidade cultural própria e cujo processo de produção seja controlado pelo autor. Será permitido o uso de ferramentas e equipamentos, conforme critérios a serem definidos em regulamento.

Os serviços artesanais, segundo o projeto, incluem atividades de criação, produção, curadoria, personalização, restauração e capacitação relacionadas ao artesanato ou à economia criativa.

Objetivo da proposta

Os autores afirmam que a medida visa regulamentar a contratação para evitar que produtos artesanais sejam tratados como bens comuns ou serviços padronizados. “Esse enquadramento reduz a capacidade da administração de considerar atributos essenciais do artesanato, como singularidade, identidade cultural, técnica empregada e impacto social, além de dificultar o acesso de artesãos – frequentemente inseridos em contextos de informalidade ou de organização coletiva – aos mercados públicos”, afirmam os autores na justificativa.

Regras para as licitações

O projeto estabelece que o órgão público deverá demonstrar o interesse na contratação do artesanato sem impor exigências excessivas que possam restringir a participação dos fornecedores. A estimativa de preços deverá usar referências compatíveis com as características dos produtos e serviços artesanais.

Quando for tecnicamente viável e economicamente vantajoso, a contratação poderá ser dividida em partes, inclusive com critérios territoriais relacionados à finalidade da compra.

Critérios de julgamento

Nas contratações de bens e serviços artesanais, o texto permite o uso de critérios de melhor técnica ou conteúdo artístico, ou de técnica e preço. A intenção é permitir que a escolha não seja baseada apenas no menor preço quando a qualidade técnica ou artística for relevante para o objeto contratado.

A proposta também autoriza o uso do credenciamento junto à administração pública, permitindo que fornecedores sejam habilitados continuamente.

Próximos passos

O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

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