Sessão exclusiva para curtas-metragens brasilienses encerra a disputa do Troféu Câmara Legislativa na Mostra Brasília.
Uma sessão com sete curtas-metragens brasilienses encerra, nesta sexta-feira (18), a disputa pelo 28º Troféu Câmara Legislativa. A exibição é gratuita e começa às 18h, no Cine Brasília, e tem novas apresentações às 19h45, no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica de Brasília – Bloco G (Taguatinga). Após a sessão no auditório do Cine Brasília, os filmes serão debatidos. Os vencedores serão anunciados no sábado (19), durante o encerramento do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Sessão e programação
A mostra integra a Mostra Brasília – 28º Troféu Câmara Legislativa e reúne sete títulos que competem junto a outros oito filmes brasilienses, entre eles quatro longas. A entrada é gratuita nas três salas onde as obras serão exibidas.
Filmes em competição
O programa abre com O Jardim Mágico, de Naira Carneiro e Carlon Hardt. É uma animação de 6 min (2025), classificação livre, sobre a aventura de dois amigos que descobrem um tesouro com caráter transformador.
Em seguida, Rima, de Josianne Diniz, mistura linguagens em um híbrido de 18 min (2026), com classificação indicativa de 12 anos. A narrativa acompanha o motorista de ônibus Sebastião e a estudante Ludmilla, ambos conectados ao rap e à composição de rimas.
O documentário Madre, dirigido por Talita Carvalho e Carol Matias, tem 21 min (2025) e classificação livre. O curta acompanha Ambar, uma venezuelana refugiada no Brasil, que sente saudade da terra natal e do mar.
No segmento de ficção, Dora, de Murilo Abreu, tem 19 min (2026) e classificação livre. A história mostra uma mãe solo que organiza o aniversário do filho Bernardo enquanto lida com a ausência do pai.
Também de ficção, Impostor, de Rafael Ribeiro Gontijo, tem 20 min (2026) e classificação indicativa de 14 anos. O curta retrata Daniel, um golpista cuja rotina é abalada quando um rosto do passado reaparece.
Não Há Crime no Plano Piloto, de Gabriel Machado, é uma ficção de 18 min (2026), classificação 16 anos. A trama se passa em um futuro distópico em que a elite brasiliense é protegida por um muro que a separa do restante da cidade.
O último título da sessão é Ar-Dor, de Mike Peixoto, ficcional de 18 min (2026) e classificação indicativa de 14 anos. O filme acompanha Arduino, atendente de um serviço de chamadas eróticas, que projeta-se nas fantasias de estranhos.
Equipe e direções
Naira Carneiro atua também como atriz, dançarina e musicista, com trajetória na Cia Os Buriti. Carlon Hardt trabalha como artista gráfico e animador.
Josianne Diniz dirigiu títulos anteriores como “Cidade Afluente” (2025) e participou de festivais locais com trabalhos anteriores.
Talita Carvalho é jornalista e documentarista com foco em gênero e saúde pública. Carol Matias é documentarista e diretora de fotografia, com créditos em filmes exibidos no circuito local.
Murilo Abreu é formado em Audiovisual pela UnB; Dora é sua primeira direção e roteiro, escrito em coautoria com Caroline Mascarenhas.
Rafael Ribeiro Gontijo estreou na direção com o curta “Inflamável” (2024) e lançou o documentário de longa-metragem “Menino Quem Foi Seu Mestre?” (2025), que concorreu ao 27º Troféu Câmara Legislativa.
Gabriel Machado é sócio da produtora Ada Audiovisual e atua como assistente de direção e diretor de fotografia. Mike Peixoto é professor no curso de Cinema e Mídias Digitais do IESB e doutor em Imagem e Som pela UnB.
Os curtas serão debatidos após a exibição no Cine Brasília e seguem no cronograma da Mostra Brasília. A apuração e o anúncio dos vencedores ocorrem no sábado (19), na cerimônia de encerramento do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
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