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Mauro Campbell Marques faz balanço de dois anos na Corregedoria Nacional de Justiça em Manaus

13 de agosto de 2026
Mauro Campbell Marques faz balanço de dois anos na Corregedoria Nacional de Justiça em Manaus
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Ministro do STJ e corregedor nacional apresentou balanço e defendeu integração entre tribunais durante conferência em Manaus.

O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell Marques, abriu a conferência magna do XXI Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil no Teatro Amazonas, na noite de quarta-feira (12/8) em Manaus. Em sua fala, ele fez o balanço dos dois anos à frente da Corregedoria Nacional de Justiça, defendeu o compartilhamento de boas práticas e a construção de critérios nacionais para a gestão administrativa e remuneratória do Poder Judiciário.

Inspeções e interlocução

Durante o período em que exerceu a função, desde setembro de 2024, a Corregedoria Nacional de Justiça realizou 27 inspeções em diferentes regiões do país. Segundo o ministro, as atividades tiveram por objetivo manter interlocução direta com as presidências dos tribunais e compreender as particularidades locais.

Mauro Campbell reconheceu o trabalho de magistrados e servidores que participaram das missões correcionais e afirmou que uma política nacional só alcança seus objetivos quando construída em diálogo com as instituições locais. ‘Uma política nacional não é uma imposição que vem de Brasília para os estados. Ela se torna verdadeiramente nacional quando encontra, nos tribunais, magistrados, equipes, territórios e voluntários dispostos a fazer isso acontecer’, declarou.

Construção de critérios nacionais

Outro eixo do trabalho foi a elaboração de critérios comuns relacionados à gestão administrativa e remuneratória, incluindo análise de passivos funcionais. O ministro explicou que a atuação exigiu a apuração de informações de todos os tribunais em prazo reduzido, preservando responsabilidade fiscal, transparência e segurança jurídica.

‘Não se tratava simplesmente de conferir números. O desafio era, e continua sendo, assegurar que os critérios funcionais dos magistrados de todo o país fossem diretamente apurados segundo um critério comum, independentemente do tribunal de origem’, afirmou.

Diversidade regional e compartilhamento de experiências

Campbell destacou que a diversidade regional é característica do Judiciário brasileiro e não deve resultar em isolamento entre instituições. Conforme ele, o Tribunal da Amazônia não enfrenta os mesmos desafios que tribunais do Sul, e uma comarca no interior do Amazonas tem realidade distinta de uma grande região metropolitana. Por isso, disse, o compartilhamento de experiências é fundamental para que soluções locais contribuam para o aprimoramento da Justiça em todo o país.

Reconhecimento e fechamento da gestão

Ao fazer o balanço da passagem pela Corregedoria Nacional, Mauro Campbell reconheceu publicamente a cooperação das presidências dos tribunais na implementação das medidas nacionais. ‘Sei perfeitamente que cada determinação nacional repercute sobre equipes, sistemas, orçamento, programas e decisões administrativas locais. Por isso, faço questão de reconhecer publicamente o papel desempenhado pelos presidentes e pelas presidentes dos tribunais’, declarou.

O ministro encerra neste mês o mandato de dois anos à frente da Corregedoria Nacional de Justiça e assumirá, no próximo dia 19, a vice-presidência do STJ para o biênio 2026-2028. Ao valorizar o principal legado do período, ele disse que o resultado foi o fortalecimento do diálogo entre os tribunais: ‘Se há algo de que me orgulho ao final desta gestão não é propriamente da quantidade de atos produzidos, mas de ter participado de um processo em que a Corregedoria e os tribunais passaram a dialogar cada vez mais sobre problemas que já não podem, e não devem, ser resolvidos de forma isolada’.

A realização da conferência em Manaus teve significado pessoal para o ministro, que nasceu na capital amazonense. Ao final do discurso, agradeceu às famílias dos magistrados e servidores que participaram das atividades da Corregedoria: ‘Há um preço pessoal que quase nunca aparece nos relatórios, nas estatísticas ou nos dados administrativos, mas ele existe. É real. Muitas vezes, é pago silenciosamente. A todas essas famílias, a minha mais sincera gratidão.’

Em reconhecimento à sua atuação, o presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, o vice-presidente, desembargador Airton Gentil, e o corregedor de Justiça, desembargador Hamilton Saraiva, prestaram homenagem a Mauro Campbell Marques. O ministro recebeu um cocar amazonico emoldurado como símbolo da identidade e da cultura da região.

Carlos Eduardo Rocha

Fotos: Chico Batata

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM

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(92) 99316-0660 | 2129-6771

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