Laboratório NB3 do Lacen-DF realiza diagnósticos de tuberculose com protocolos rigorosos de biossegurança e recebeu visita técnica do GSI e da CGLAB.
O Laboratório de Alta Contenção Biológica de Nível de Biossegurança 3 (NB3) do Lacen-DF realiza, atualmente, o diagnóstico da tuberculose no Distrito Federal e recebe amostras de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão. A unidade opera com acesso restrito, uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e sistemas que impedem a saída de ar sem tratamento adequado, segundo a direção do laboratório. Nesta semana, o Laboratório NB3 foi alvo de visita técnica do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB), do Ministério da Saúde.
Ambiente controlado
O nível de biossegurança 3 é destinado a locais que manipulam agentes transmitidos pelo ar, como a bactéria causadora da tuberculose. No NB3, os protocolos incluem controle de acesso, uso de EPIs e procedimentos de descontaminação para evitar a liberação de agentes que possam oferecer risco à população ou ao meio ambiente.
“Os patógenos manipulados nesse ambiente exigem cuidados rigorosos. Por isso, o laboratório conta com processos de biossegurança e descontaminação, evitando que esses agentes sejam liberados e ofereçam qualquer risco à população ou ao meio ambiente”, afirma Solange Fagundes, diretora do Lacen-DF.
A estrutura também foi projetada para proteger profissionais, garantir diagnósticos precisos aos pacientes e impedir que cepas manipuladas contribuam para a manutenção da cadeia de transmissão. O NB3 conta hoje com cinco servidores especializados, sendo três analistas farmacêuticos e dois técnicos de laboratório.
Referência para a região
Além do Distrito Federal, o Laboratório NB3 recebe amostras de estados vizinhos e se consolidou como referência regional. A unidade realiza testes que avaliam a sensibilidade da bactéria a medicamentos de primeira e segunda linha, informação necessária para orientar tratamentos.
“Em média, processamos entre 400 e 500 amostras por mês. Também realizamos testes de sensibilidade que identificam se a bactéria é resistente ou sensível a medicamentos de primeira e segunda linha, informação fundamental para direcionar o tratamento dos pacientes”, declara Glaura Caldo, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Lacen-DF.
Visita técnica
A visita técnica teve objetivo de fortalecer ações relacionadas à biossegurança e à bioproteção em locais estratégicos do país. A programação incluiu apresentações institucionais, exposição das atividades desenvolvidas na unidade e inspeção às instalações.
“A estrutura de biossegurança permite o trabalho seguro com patógenos de alto risco, garantindo que estudos, diagnósticos e pesquisas sejam feitos dentro das normas nacionais e internacionais. Isso garante à população serviços de qualidade e maior proteção”, afirma o tenente-coronel e assessor militar do GSI, André Bifano.
Com informações da SES-DF
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