Solenidade no Setor R Norte da QNR 6 marca endereçamento de 400 lotes e autorização de supressão vegetal para implantação de moradias prioritárias a pessoas com deficiência.
Neste domingo (28), a governadora Celina Leão participou da cerimônia de endereçamento de 400 lotes urbanizados no Setor R Norte da QNR 6, em Ceilândia, e autorizou a supressão vegetal na área. O ato integra o programa Morar Bem, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), e oficializa a identificação dos terrenos, além de prever a entrega de cheque moradia para a construção das casas.
Entrega e números
A cerimônia marcou a assinatura de um decreto que, segundo a governadora, vai oportunizar no total 10 mil moradias de lotes unifamiliares. Conforme as declarações oficiais, o processo seguirá critérios da lista da Codhab e depende de tramitação junto à Terracap para avançar.
A organização definida nesta etapa reservou 50 lotes para cada um dos conjuntos de K a Q e 25 lotes para os conjuntos J e R, totalizando os 400 lotes entregues.
“Nós tomamos uma decisão política de fazer as entregas dos lotes unifamiliares. É uma política de habitação que deu certo, é rápida, você entrega e o negócio realmente anda”, afirmou Celina Leão. “E nós não vamos entregar só o lote, não. Nós vamos entregar o lote com cheque moradia, para que vocês possam construir com dignidade”, acrescentou.
Atenção às pessoas com deficiência
O projeto foi conduzido com foco nas necessidades de pessoas com deficiência. O acompanhamento técnico e social contou com a participação do Movimento Habitacional e Cidadania das Pessoas com Deficiência do Distrito Federal (Mohciped), que atuou na orientação dos futuros moradores.
O presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, afirmou que a entrega encerra uma longa espera. “Por anos e anos, essas pessoas que estão aqui esperaram a oportunidade de ter uma moradia. Eu vi aqui vários PcDs emocionados e com razão”, disse o gestor, ressaltando que todos os inscritos presentes receberão seu lote.
Moradores que integraram a fila habitacional relataram o impacto da medida. Bárbara Kelly Gomes Pires, 45 anos, pessoa com deficiência há três anos, disse que a casa própria devolve segurança à família. “Saber que a gente vai ter a casa própria, que não tem que pagar aluguel, é maravilhoso”, afirmou. Caccilda Neres Pessoa, 51 anos, encerra 19 anos de espera; ela relatou dificuldade financeira com rendimentos baixos e comemorou a perspectiva de não precisar mais pagar aluguel. Maria Edite Santos, 50 anos, na fila desde 2009, também celebrou a possibilidade de ter endereço definitivo.
Infraestrutura local
A área às margens da BR-070 já conta com serviços públicos considerados relevantes para os novos moradores, segundo a administração. Entre as unidades citadas estão as Unidades Básicas de Saúde (UBS 15 e 12), as Escolas Classe (65 e 61), os Centros de Ensino Fundamental (27 e 24), o Cepi Ipê Amarelo e o Cras da Estação Cidadania.
Meio ambiente e compensação
A autorização de supressão vegetal foi emitida como requisito legal para permitir o avanço das obras. Em paralelo, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) informou que houve a revisão do decreto que cria critérios para compensação florestal, com objetivo de conciliar a implantação habitacional e a proteção do cerrado.
O presidente do Ibram, Gutemberg Gomes, destacou a necessidade de equilibrar suporte social e responsabilidade ecológica. “Nós estamos aqui hoje inaugurando um projeto social importantíssimo, que é um projeto de habitação para pessoas vulneráveis”, disse, e acrescentou que a definição de critérios de compensação florestal permite que a política habitacional seja realizada de forma ambientalmente responsável.
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