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Câmara aprova diretrizes para sustentabilidade em unidades de saúde para reduzir impactos ambientais

22 de junho de 2026
Câmara aprova diretrizes para sustentabilidade em unidades de saúde para reduzir impactos ambientais
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Comissão de Saúde aprova projeto com 14 medidas voluntárias para reduzir consumo e impactos ambientais em unidades de saúde.

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em 22/06/2026 – 21:05, o Projeto de Lei 6633/25 que estabelece diretrizes para a adoção de práticas sustentáveis em hospitais, unidades básicas de saúde, UPAs, clínicas, laboratórios e outros serviços públicos de atenção à saúde. A proposta, relatada pelo deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), prevê a adoção progressiva de um conjunto de medidas com o objetivo de reduzir impactos ambientais e melhorar a eficiência no uso de recursos.

Medidas previstas

Pelo texto aprovado, as unidades de saúde poderão implantar, de forma progressiva, 14 medidas incluindo gestão adequada de resíduos com incentivo à reciclagem, redução do uso de plásticos descartáveis e substituição de iluminação por LED e equipamentos de baixo consumo. O projeto também prevê a implantação de energia solar fotovoltaica, sistemas de captação de água da chuva para fins não potáveis, telhados verdes, jardins internos e áreas verdes.

O texto ainda incentiva a substituição de veículos administrativos por modelos elétricos ou híbridos, o uso de materiais de construção sustentáveis em reformas e a adoção de sistemas digitais para reduzir o uso de papel.

Plano de sustentabilidade

Cada unidade poderá elaborar um plano de sustentabilidade com diagnóstico das práticas existentes e metas anuais de redução do consumo de água, energia e resíduos. O plano deverá incluir capacitação continuada de servidores, auditorias internas anuais, inventário anual de emissões de carbono e protocolo de manutenção preventiva de equipamentos.

As unidades poderão publicar, anualmente, um relatório de desempenho ambiental com indicadores de consumo e metas alcançadas. O documento deverá ser divulgado em meios digitais e disponibilizado ao conselho local de saúde. A população poderá enviar sugestões por canais digitais, que serão avaliadas pelo gestor da unidade.

Alterações do relator

O relator, Amom Mandel, modificou o texto original do deputado Dr. Daniel Soranz (PSD-RJ) para prever que a adoção das medidas leve em conta a compatibilidade com o tamanho da unidade de saúde. “É necessário que se estratifique a aplicação de acordo com o porte do estabelecimento. Precisamos levar em consideração que a maioria das unidades de saúde são de pequeno porte e baixa capacidade de investimentos estruturais”, afirmou Mandel.

Mandel também retirou a obrigatoriedade da adoção das medidas e da elaboração tanto do plano de sustentabilidade como do relatório de desempenho ambiental; originalmente esses itens eram obrigatórios.

Incentivos e fiscalização

O projeto autoriza celebração de acordos de cooperação não onerosos com órgãos ambientais para acompanhar a implementação das medidas. A fiscalização poderá contar com a participação de instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil e entidades especializadas em sustentabilidade.

Segundo o autor do projeto, Dr. Daniel Soranz, as medidas reduzem o custo operacional das unidades, “permitindo que mais recursos sejam destinados a ações finalísticas de saúde”, além de promover ambientes mais seguros e saudáveis.

Em 2025, relatório divulgado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou que 1 em cada 12 hospitais no mundo corre risco de paralisação por causas relacionadas ao clima e registrou que o setor saúde responde por cerca de 5% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Próximos passos

A proposta seguirá, em caráter conclusivo, para análise das comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

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