TRT-11 registrou avanço no Índice de Desempenho de Sustentabilidade do CNJ, alcançando 69,42% e subindo no ranking entre 2024 e 2025.
O Tribunal Regional do Trabalho da 11.ª Região (AM/RR) alcançou 69,42% no Índice de Desempenho de Sustentabilidade (IDS) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado na segunda-feira (17) no 10.º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário, com dados referentes a 2025. O resultado colocou o TRT-11 em 1.º lugar na Região Norte, em 2.º entre os tribunais de pequeno porte e na 7.ª posição geral entre os 24 tribunais trabalhistas, depois de subir da 16.ª para a 7.ª colocação entre 2024 e 2025.
Resultados e fatores
Os dados do IDS apontam que a elevação no ranking decorre de ações nas áreas de equidade de gênero na magistratura, medidas de descarbonização e gestão de recursos. Entre as iniciativas mencionadas estão o planejamento do plantio de 1.083 mudas nativas, o uso de combustível limpo na frota e o monitoramento do consumo de água e energia por meio dos indicadores do próprio IDS.
Para o presidente do TRT-11 e representante da Região Norte no Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), desembargador Jorge Alvaro Marques Guedes, a evolução do IDS reflete ações da gestão em economia de água e energia, gestão de resíduos, mobilidade sustentável e compensação de emissões de carbono. “O avanço do TRT-11 da 16ª para a 7ª posição demonstra que, quando dados, planejamento e execução caminham juntos, conseguimos transformar a sustentabilidade em resultados concretos para a instituição e para a sociedade.”
O coordenador do Comitê de Sustentabilidade do TRT-11, juiz do Trabalho Sandro Nahmias Melo, afirmou que o resultado é fruto de trabalho técnico e contínuo de monitoramento. “Nosso papel é transformar os dados do IDS em uma ferramenta de gestão, identificando pontos críticos, estabelecendo metas e acompanhando a evolução de indicadores como consumo de água e energia, geração de resíduos, mobilidade, emissões e ações de descarbonização.”
Vicente Fernandes Tino, diretor da Divisão de Cooperação Judiciária (DICOOP), ressaltou a integração entre planejamento e execução como causa do desempenho. “O resultado aparece nos indicadores. Quando conseguimos combinar monitoramento, orientação, redução de consumo, descarbonização e engajamento das pessoas, a sustentabilidade deixa de ser uma ação pontual e passa a fazer parte efetivamente da gestão institucional.”
Sobre o IDS
O IDS avalia anualmente o desempenho dos tribunais em sustentabilidade, sendo que a edição de 2026 considera os dados de 2025. O índice é composto por 14 indicadores que medem consumo de água, energia, papel, telefonia e copos descartáveis, além de gestão de resíduos, impressões, uso de veículos, gastos com transporte e dois indicadores de equidade de gênero (servidoras em chefia e desembargadoras). Esses dados são combinados em uma nota única que permite a comparação objetiva entre os tribunais.
Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Arquivo/CoordCom
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