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Comissão aprova obrigatoriedade de acessos distintos em delegacias e IMLs para vítimas e agressores

7 de julho de 2026
Comissão aprova obrigatoriedade de acessos distintos em delegacias e IMLs para vítimas e agressores
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Comissão da Câmara aprova entrada separada para vítimas, agressores e testemunhas em delegacias e IMLs.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em 07/07/2026 – 11:13, projeto que torna obrigatório criar acessos distintos para vítimas e agressores em todas as delegacias de polícia e Institutos Médicos Legais (IMLs) do País. A versão aprovada é a do relator, deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL), sobre o Projeto de Lei 5055/25, de autoria da deputada Ely Santos (Republicanos-SP), e incluiu também as testemunhas entre os protegidos.

Conteúdo da proposta

Pelo texto aprovado, as novas entradas devem ser planejadas para oferecer acolhimento humanizado e preservar o sigilo necessário à segurança dos envolvidos. A adequação das instalações terá prioridade nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam).

As unidades de segurança terão o prazo de dois anos para adaptar seus prédios, prazo que poderá ser prorrogado para municípios pequenos ou áreas remotas mediante justificativa técnica. O projeto autoriza o uso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para custear as reformas.

O texto prevê que o agente público que descumprir as regras poderá ser responsabilizado administrativa, civil e penalmente.

Justificativa do relator

“A imposição de acessos distintos materializa o princípio da dignidade da pessoa humana, impedindo que a busca de justiça se converta, por si só, em novo instrumento de violência”, disse o deputado Delegado Fabio Costa. Ele ressaltou que o convívio forçado em corredores e salas de espera contribui para a revitimizacao do ofendido.

Próximas etapas e tramitação

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcia Becker

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