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Distrito Federal

Família no Distrito Federal consolida produção de morango com apoio da Emater-DF e crédito rural

20 de junho de 2026
Família no Distrito Federal consolida produção de morango com apoio da Emater-DF e crédito rural
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Casal passou de arrendatário a proprietário de duas chácaras em Brazlândia com apoio técnico e crédito.

O casal Francisco Santos de Sousa e Maria do Rosário de Sousa consolidou um negócio rural focado na produção de morango em Brazlândia desde que se estabeleceu na região em 2006. Com assistência técnica da Emater-DF e acesso a crédito rural, a família deixou o arrendamento, adquiriu duas chácaras e hoje obtém renda e trabalho para os membros da família.

Origem e decisão pela agricultura

Naturais da Paraíba, Francisco e Rosário passaram anos em São Paulo antes de mudar para Brazlândia. Em 2006, buscaram no campo uma alternativa à vida urbana e à criação dos filhos. Segundo Rosário de Sousa: “Chegamos aqui só com a força e a coragem, e a gente tinha um objetivo: sair da cidade”.

A família ficou conhecida na região como Família F, em referência aos oito filhos: Fábio, Fabiano, Fernanda, Felipe, Francisco Júnior, Fagner, Fabíola e Franciele.

Crédito rural e assistência técnica

O primeiro cadastro da família junto à Emater-DF ocorreu em 2009. A partir daí, receberam orientação técnica, apoio para acesso ao crédito rural e inserção em programas governamentais de comercialização, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Extensionistas acompanharam a evolução da propriedade e orientaram decisões de produção e gestão.

Produção e manejo

O carro-chefe da produção é o morango. Em estações chuvosas, a família alterna o cultivo com hortaliças, como cenoura e beterraba, para otimizar o uso da área e manter geração de renda ao longo do ano. Francisco de Sousa lembra do aprendizado prático: “Na época, quando a gente estava começando a trabalhar, quase ninguém sabia mexer bem com o morango, e a gente foi aprendendo com a prática”.

Segundo Francisco: “A gente trabalhava para crescer; se ganhava dez, usava dois para o consumo e reinvestia oito na lavoura”. A disciplina financeira e o reinvestimento permitiram quitar financiamentos e acessar novas linhas de crédito.

Crescimento planejado

A estratégia de reinvestimento levou à compra da primeira propriedade rural própria e, depois, de uma segunda área produtiva. Rosário explica a motivação: “A gente pensava: nossos filhos vão casar, cada um tem que ter a sua rocinha, então a gente teve que crescer para cada um ter a sua terra”. Hoje a produção ocupa duas chácaras e envolve filhos, noras, genros e netos nas atividades.

Sucessão e formação

A permanência dos filhos no campo é apontada pelos pais e por técnicos como resultado de combinação entre trabalho na propriedade e incentivo aos estudos. A família reúne filhos formados em educação física, pedagogia, direito e técnico em meio ambiente. Para a engenheira-agrônoma Nadja Oliveira, da Emater-DF, “A gente vê que a sucessão familiar foi muito bem conduzida pelos pais”.

Fagner destaca o exemplo dos pais como fator de permanência: “O que fez a gente permanecer na agricultura foi ver o esforço deles dando resultado. Percebemos que estávamos construindo algo sólido e que o campo também oferece oportunidades de crescimento e qualidade de vida”.

Capacitação e programas

Jovens da família participaram de iniciativas da Emater-DF voltadas para gestão, empreendedorismo e sucessão rural, como os programas Empreender, Inovar e Filhos deste Solo. Felipe de Sousa afirma que os cursos ampliaram a visão do negócio: “Foi como encaixar uma peça que faltava. O conhecimento adquirido contribuiu muito para o que fazemos hoje”.

Ao longo dos anos, o acompanhamento técnico auxiliou nas decisões produtivas e de gestão. A renda da produção de morango permitiu formação acadêmica dos filhos, aquisição de patrimônio e continuidade da atividade por nova geração.

Nadja Oliveira conclui: “A história dessa família mostra exatamente o propósito da assistência técnica e extensão rural”.

Com informações da Emater-DF

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