Governo do Distrito Federal aplicou cerca de R$ 4,9 milhões em obras de cercamento em seis unidades de conservação administradas pelo Instituto Brasília Ambiental.
O Governo do Distrito Federal investiu aproximadamente R$ 4,9 milhões em obras de cercamento em seis unidades de conservação administradas pelo Instituto Brasília Ambiental, com o objetivo de reforçar a proteção ambiental, melhorar o controle de acesso e reduzir invasões, descarte irregular de lixo, vandalismo e depredação nos parques do Distrito Federal. As intervenções abrangem os parques ecológicos do Gama, Lago Norte, Veredinha, Asa Sul e Saburo Onoyama, além da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Bosque.
Execução e contratos
As obras são executadas por meio da Terracap e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF), que selecionam empresas por processos licitatórios. De acordo com o órgão, os contratos têm garantia e há um contrato vigente de manutenção que não se limita apenas às cercas.
O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, afirmou: “Estamos realizando esse trabalho em diferentes regiões do Distrito Federal para reforçar a preservação desses espaços e também a segurança da população que utiliza os parques”. Ele explicou que os modelos adotados variam conforme as características de cada área e podem incluir cercas, alambrados, gradis e mourões com arame.
Integridade visual e critérios técnicos
As estruturas seguem critérios técnicos, ambientais, urbanísticos e arquitetônicos definidos pelo instituto, preservando a integração visual dos parques com o entorno. Em alguns trechos, a delimitação também visa orientar a fauna para evitar áreas de risco. Atualmente, estão em processo de cercamento o Parque Boca da Mata e o Parque Distrital Recanto das Emas.
Entre as vantagens apontadas pelo instituto estão a maior dificuldade de vandalismo e furto, menor necessidade de manutenção e durabilidade estimada de aproximadamente 20 anos para as estruturas principais. No caso de alambrados e mourões com arame, a durabilidade média indicada é de 10 a 15 anos, dependendo do material, do ambiente e da ocorrência de depredação.
Impacto na segurança pública
A major Talita Soares, porta-voz da Polícia Militar do DF, afirmou que a delimitação facilita o monitoramento e o policiamento preventivo: “A cerca é de grande relevância para a segurança pública porque ajuda no controle de acesso e no policiamento preventivo. Com uma restrição melhor dos acessos, conseguimos coibir práticas ilícitas e tornar o monitoramento mais eficiente em uma área extensa como essa”. Ela acrescentou que a barreira física também traz mais conforto para famílias que frequentam os parques, incluindo idosos e crianças.
Frequentador assíduo do Parque Ecológico Asa Sul, o engenheiro florestal Ariel de Andrade, 54, disse que o novo cercamento contribui para a preservação e para a sensação de segurança: “Eu frequento o parque há bastante tempo, corro aqui quase todo dia e considero muito importante o novo cercamento, porque traz mais segurança para os usuários, ajuda a evitar vandalismo e dá mais proteção para todos que utilizam o espaço. Até na questão de cachorros soltos, por ficar próximo à pista, o cercamento pode ajudar a evitar algum incidente”.
A aposentada Lenilda Santiago Soares, 66, moradora da Vila Telebrasília, próxima ao Parque Ecológico da Asa Sul, avaliou que a cerca beneficia quem circula pela região: “É muito bom. A gente passa aqui sempre, e a cerca traz uma segurança maior até para o próprio parque”.
Ao reforçar a proteção das unidades de conservação, o GDF e o Instituto Brasília Ambiental afirmam que as intervenções devem contribuir tanto para a preservação dos ecossistemas quanto para a segurança e a comodidade dos frequentadores. O cronograma das obras e as próximas etapas de cercamento seguem os processos em andamento junto à Terracap e ao DER-DF.
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