Plataforma do TJAM reúne ferramentas para localizar processos, transcrever audiências e gerar minutas assistidas.
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) ampliou o uso de Inteligência Artificial por meio do Ecossistema Arandu, plataforma desenvolvida ao longo de cerca de dois anos para apoiar magistrados e servidores. O sistema concentra ferramentas para localizar processos semelhantes, transcrever audiências, pesquisar jurisprudência e organizar informações de processos, contribuindo para reduzir tarefas repetitivas e operacionais.
Ferramentas integradas e objetivo de uso
O Ecossistema Arandu reúne soluções destinadas a diferentes etapas da rotina judicial. Entre os recursos estão a Similaridade Processual, o Banco de Prompts, a Transcrição de Audiências e a versão atualizada do Arandu Gabinete.
A Similaridade Processual identifica processos com características semelhantes ao caso consultado, considerando partes, pedidos e outras informações do processo. O recurso facilita a localização de casos no acervo da unidade judicial e pode auxiliar na identificação de padrões ligados à litigância predatória.
O Banco de Prompts concentra comandos pré-estruturados para orientar a atuação da Inteligência Artificial em tarefas recorrentes do Tribunal. Segundo o diretor da Divisão de Inteligência Artificial e Ciências de Dados do TJAM (DVIACD/TJAM), Rhedson Esashika, o Arandu consolida a experiência do Tribunal no desenvolvimento de soluções tecnológicas para atender às necessidades do Judiciário. Ele afirmou que o processo de desenvolvimento permitiu condensar aprendizados em ferramentas mais robustas.
Transcrição e apoio na elaboração de documentos
A Transcrição de Audiências transforma gravações em texto, permitindo a busca por palavras e trechos sem a necessidade de ouvir a gravação completa. Com o conteúdo transcrito, magistrados e servidores podem localizar depoimentos e elementos úteis para a elaboração de sentenças, acórdãos e votos.
O Arandu Gabinete foi atualizado para apoiar a leitura e a triagem de documentos, organizar as informações dos processos e gerar minutas assistidas a partir dos dados processuais. O material produzido pode ser revisado e adaptado pelo magistrado conforme as características do caso e os padrões do gabinete, reduzindo o tempo em atividades preparatórias.
Uso responsável e limites da tecnologia
O TJAM informa que o emprego das ferramentas do Ecossistema Arandu não substitui a atuação dos profissionais. A análise jurídica, a avaliação das particularidades de cada processo e a tomada de decisão permanecem sob responsabilidade de magistrados e servidores.
Com esse modelo, o Tribunal busca aplicar a Inteligência Artificial de forma segura e responsável, utilizando a tecnologia para apoiar tarefas operacionais e permitir que os profissionais concentrem-se nas atividades que exigem conhecimento técnico e decisão.
Carlos Eduardo Rocha
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL | TJAM
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