Oficina do Samu Manaus sobre reanimação cardiopulmonar em gestantes e puérperas foi aplicada nos dias 24 e 25/6 na Maternidade Dr. Moura Tapajóz.
A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), administrada pela Prefeitura de Manaus, recebeu nos dias 24 e 25/6 a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), que realizou a oficina de Reanimação Cardiopulmonar na Gestante e Puérpera para os servidores da unidade. O curso incluiu Suporte Básico e Avançado de Vida em Urgência e Emergência e teve como público médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem.
Objetivo e público-alvo
De acordo com a chefe do Núcleo de Educação em Urgência do Samu Manaus, enfermeira Lêda Sobral, a ação surgiu da necessidade de prevenir a mortalidade materna nos serviços obstétricos do Estado. “É necessário estarmos constantemente trabalhando para ampliar o conhecimento, atualizar e capacitar da melhor forma possível os servidores dos serviços de saúde, pois, aprimorando o tempo-resposta, podemos evitar muitas mortes maternas”, afirmou Lêda.
Conteúdo e metodologia
A programação contemplou aulas teóricas e práticas voltadas ao aprimoramento das competências técnicas necessárias para o atendimento das vítimas, desde a identificação da parada cardiorrespiratória à execução dos protocolos de ressuscitação. O contexto obstétrico requer particularidades à reanimação cardiorrespiratória em gestantes e puérperas que divergem do atendimento padrão ofertado ao adulto não grávido.
Especificidades da reanimação obstétrica
Segundo a enfermeira obstetra Larissa de Almeida, a reanimação cardiorrespiratória da gestante é uma situação pouco comum e distinta de outras em que a conduta se concentra apenas no paciente. “Nesse caso específico, a manobra visa salvar tanto a mãe quanto o feto e, apesar de ser considerada um evento raro, a parada cardiorrespiratória no público obstétrico culmina em elevado risco materno e fetal, por isso é de extrema importância que a equipe esteja bem treinada, com maior preparo e sensibilidade para que o agravo seja reconhecido rápida e corretamente”, avaliou a enfermeira.
Relevância para a assistência na unidade
A enfermeira obstetra e diretora da MMT, Núbia Cruz, destacou a importância da oficina para a qualificação técnico-científica dos profissionais da unidade. “Esse curso fortalece a segurança e preparo para a assistência ao paciente e pode ser a diferença entre salvar e perder uma vida. A parada cardiorrespiratória pode acontecer em qualquer situação e, em uma maternidade, pode ser da admissão ao pós-parto. Quanto mais breve e hábil for o atendimento, maior a chance de sobrevida do paciente”, concluiu Núbia.
Texto – Marcella Normando/MMT/Semsa
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