Chegada do Implanon à rede pública do DF soma quase sete mil pacientes em menos de seis meses, sem excluir outros métodos contraceptivos.
O Distrito Federal passou a oferecer o Implanon na rede pública e beneficiou quase sete mil pacientes em menos de seis meses, segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). A oferta ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que também disponibilizam preservativos, anticoncepcionais orais, DIU, laqueadura e vasectomia, conforme a coordenação da Atenção Primária.
Oferta de métodos e acolhimento
“O planejamento reprodutivo é uma das carteiras de serviço da Atenção Primária à Saúde. O usuário é acolhido para entender a necessidade, porque cada paciente tem sua especificidade, sua necessidade”, afirma o coordenador da Atenção Primária à Saúde da SES-DF, Afonso Mendes. Ele informa que a retirada de camisinhas é livre nas UBSs, bastando comparecer à recepção, e que para os demais métodos é necessário haver pelo menos uma consulta.
Nas próprias UBSs há entrega de contraceptivos de uso contínuo e de contracepção de emergência. Nesses locais também ocorrem a inserção e a retirada do Implanon e do DIU.
Dados de inserção de DIU e distribuição de preservativos
Somente em 2025, a rede de UBSs realizou 7.701 inserções de DIU. Nos seis primeiros meses de 2026, já foram realizadas 2.727 inserções desse tipo na Atenção Primária.
A gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Luz, destaca a importância dos preservativos. “Métodos contraceptivos como a pílula anticoncepcional, o DIU e o implante subdérmico ajudam a prevenir a gravidez, mas não protegem contra as infecções sexualmente transmissíveis (IST), como sífilis, HIV, hepatites B e C, HPV, clamídia e gonorreia. A camisinha, masculina ou feminina, é o único método que protege ao mesmo tempo contra a gravidez e as ISTs, e está disponível em todas as UBSs do DF”, afirma.
Somente em 2026, a SES-DF já recebeu mais de 2,6 milhões de preservativos para distribuição.
Busca por vasectomia e participação masculina
A servidora da área técnica de saúde da mulher, Viviane Tobias Albuquerque, explica que a escolha do método passa por análise clínica e por fatores comportamentais. “A definição de qual método utilizar passa por análise da situação de saúde da mulher, como doenças pré existentes, condições clínicas gerais e algumas questões comportamentais, como obesidade e tabagismo, além do desejo dela de uso de método de longa duração ou não, hormonal ou não”, diz.
Ela ressalta a necessidade de ampliação da procura masculina pelas unidades de saúde, sobretudo para a vasectomia. “Há muita resistência por parte dos homens para realização da vasectomia, que passa por desinformação e machismo estrutural também. Mesmo sendo um procedimento simples, rápido, realizado em nível ambulatorial e muito mais efetivo que a laqueadura”, afirma Viviane.
Em 2025, foram realizadas 2.984 laqueaduras nos hospitais da SES-DF e 1.033 vasectomias.
Com informações da SES-DF
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