Prefeitura de Manaus apresenta projeto da primeira Rua Gastronômica e prevê realocação e padronização de ambulantes cadastrados.
O prefeito Renato Junior anunciou, nesta quinta-feira, 6/8, o início das obras da primeira Rua Gastronômica de Manaus, na rua Ferreira Pena, Centro, e afirmou que os trabalhadores informais que atuam no local não serão retirados sem alternativa de trabalho. Conforme a Prefeitura de Manaus, a gestão irá construir uma solução em conjunto com a categoria para garantir a continuidade das atividades dentro das normas municipais.
Definições com os ambulantes
Após o anúncio, representantes dos ambulantes participaram de reunião com o secretário municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Moisés Cunha. Ficou definido que os 54 trabalhadores cadastrados na área serão realocados para espaços no entorno da Rua Gastronômica e receberão novas barracas padronizadas, desenvolvidas com a participação da própria categoria.
“A história de vocês é a minha história também, e eu vou honrá-los. Essa gestão vai atender vocês. A origem de onde eu saí não me permite fugir de embates e lutas. Nasci no Morro da Liberdade, fui criado na Manaus Moderna, e sei que, para o pão chegar à mesa, a gente precisa lutar”, afirmou o prefeito Renato Junior durante o anúncio.
O secretário Moisés Cunha afirmou que a ação foi determinada pelo prefeito para garantir uma revitalização organizada do Centro, valorizando os trabalhadores e oferecendo mais qualidade para a população. Segundo ele, as novas barracas serão desenvolvidas com a participação dos próprios trabalhadores e a determinação é que a revitalização valorize quem tira dali o sustento da família.
Cadastro e adequações nas atividades
O cadastramento será realizado pela prefeitura mediante apresentação da documentação exigida. No caso dos trabalhadores estrangeiros, haverá um cadastro complementar. Também serão feitas adequações nas atividades para atender ao Código de Posturas do Município, incluindo a substituição do churrasco no espeto por carne preparada na chapa.
Posição dos trabalhadores informais
Representando a categoria, a ambulante Vanessa Mafra afirmou que a principal reivindicação não é permanecer nas condições atuais, mas conquistar organização e segurança para continuar trabalhando. Segundo ela, as 54 famílias que atuam na Ferreira Pena dependem da atividade para garantir renda e estão dispostas a cumprir as exigências estabelecidas pelo município, incluindo pagamento de taxas, padronização das barracas e mudança de localização, desde que possam continuar exercendo o trabalho.
“A gente não quer ser retirado. A gente quer ser organizado. O que a gente pede é apenas o direito de continuar trabalhando. Nós não estamos contra [o projeto apresentado]. Somos a favor da organização. O que queremos é continuar trabalhando e levando o pão de cada dia para casa”, disse Vanessa Mafra.
Ela acrescentou que os ambulantes aceitam ser distribuídos ao longo da via ou transferidos para outro espaço próximo, desde que haja diálogo e preservação das oportunidades de trabalho. Vanessa informou ainda que, das 54 famílias, pelo menos 30 dependem 100% das vendas na Ferreira Pena.
Experiência anterior com barracas padronizadas
No último dia 7 de julho, foram instaladas as primeiras 26 bancas padronizadas para comerciantes ambulantes do Centro na rua Floriano Peixoto, nas proximidades da Alfândega. Os novos equipamentos contam com toldo, porta de enrolar e identidade visual da Prefeitura de Manaus, conforme informou a administração, com a proposta de oferecer mais segurança e melhores condições de trabalho.
Texto – Alessandra Taveira / Semcom
Fotos – Carlos Oliveira / Semcom
Assuntos nesse artigo:
#ruagastronomica, #manaus, #renatojunior, #ambulantes, #ferreirapena, #semacc, #moisescunha, #barracas, #barracaspadronizadas, #cadastramento, #centro, #revitalizacao, #comercioinformal, #vendas, #familias, #organizacao, #alfandega, #florianopeixoto, #alessandrataveira, #carlosoliveira
