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Câmara avalia impacto fiscal de aumento do limite do microempreendedor individual após aprovação no Senado

28 de maio de 2026
Câmara avalia impacto fiscal de aumento do limite do microempreendedor individual após aprovação no Senado
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Presidente da Câmara diz que é preciso avaliar efeitos fiscais de mudanças no limite do MEI; proposta do Senado segue em comissão especial.

28/05/2026 – 11:26 — O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que é preciso analisar o impacto fiscal de eventuais mudanças no faturamento dos microempreendedores individuais (MEI). Segundo ele, o texto já aprovado pelo Senado está em análise pela comissão especial criada para debater o tema.

Proposta aprovada pelo Senado

O Senado aprovou o limite de R$ 130 mil anuais e a contratação de até dois funcionários, conforme o Projeto de Lei Complementar (PLP 108/21). Atualmente, para ser enquadrado como MEI, o faturamento da empresa deve ser de até R$ 81 mil e é permitida apenas a contratação de um funcionário.

Motta disse que, antes de submeter o tema a voto, é necessário verificar se as contas públicas suportam a mudança. “Levei ao presidente Lula esse pleito e queremos fortalecer esse debate e a discussão nos próximos dias”, afirmou.

“Nos números do MEI, o Senado aprovou um reajuste de R$ 50 mil. Vamos entender o impacto fiscal disso. Por isso, é fundamental o diálogo com o governo para que as contas públicas suportem essa medida. Temos que fazer o diálogo para que aquilo que for aprovado represente, na prática, uma melhora para milhões de empresas inseridas nesse modelo”, defendeu o presidente.

Fim da escala 6×1 e jornada de trabalho

Motta afirmou que ainda não há um cronograma para votar o projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo com urgência constitucional que trata do detalhamento da redução da jornada de trabalho.

Ele disse que vai aguardar a aprovação pelo Senado da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, aprovada na Câmara. Motta afirmou acreditar que o Senado dará celeridade à proposta.

Ao comentar a aprovação da PEC, Motta declarou: “A minha avaliação é positiva. Conseguimos construir, de maneira equilibrada, aquilo que era uma demanda da população brasileira. Foi uma das maiores entregas aos trabalhadores do país. A última redução ocorreu ainda na Constituinte, há quase 40 anos. Depois disso, tivemos a oportunidade de compreender que, além do ganho econômico, precisamos olhar também para a qualidade de vida das pessoas”.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

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