Orientação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal sobre técnica, frequência e contraindicações da lavagem nasal.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recomenda a lavagem nasal como medida de higiene para reduzir o agravamento de gripes e ajudar na prevenção de infecções das vias aéreas. Segundo a SES-DF e sociedades médicas, o procedimento pode ser realizado desde os primeiros dias de vida até a idade adulta, em casa, com dispositivos adequados e solução indicada.
O que diz a especialista
“A lavagem nasal é uma das principais medidas para higienização e desobstrução das vias áreas superiores, evitando assim a proliferação e agravamento dos quadros respiratórios obstrutivos e auxiliando na recuperação de infecções de vias aéreas superiores como também de quadros alérgicos. Pode ser usada em quadro de rinites, infecções respiratórias de vias aéreas superiores e até sangramento nasal leve, neste último caso após orientação médica”, afirma a médica pediatra Juliana Queiroz, referência distrital em pediatria da SES-DF.
Como realizar por faixa etária
Em bebês até seis meses, a criança pode ser posicionada deitada de costas com a cabeceira elevada acima de 30 graus e a cabeça virada para o lado, irrigando a narina de cima. Outra alternativa é mantê-la sentada no colo do adulto, com a cabeça levemente inclinada para frente; o adulto deve estabilizar a mandíbula e apoiar a própria bochecha na da criança para reduzir movimentação.
Para crianças entre seis meses e dois anos, a posição recomendada é sentada no colo, com a cabeça levemente inclinada para frente e estabilizada pelo adulto. Em crianças maiores de dois anos, a lavagem pode ser feita em pé, com o tronco projetado para frente e a cabeça rotacionada; sempre irrigando a narina que estiver para cima. Pedir à criança que abra a boca ajuda a elevar o palato mole, fechar a nasofaringe e evitar que a solução escoe para a boca.
Independente da idade, o dispositivo deve ser direcionado lateralmente à narina para evitar trauma no septo nasal. A pressão do jato deve ser suave e contínua, nunca forçada, com ângulo de aproximadamente 45 graus em relação ao plano do palato.
Técnica, momento e frequência
O melhor momento para a limpeza é antes das mamadas, antes de dormir ou após o banho, já que o vapor ajuda a fluidificar o muco. A frequência mais comum nas recomendações clínicas é de duas a três vezes ao dia. Dispositivos como seringas, sprays ou frascos de alto volume devem ser higienizados após cada uso e substituídos a cada três meses.
Solução indicada
A orientação é usar soro fisiológico isotônico a 0,9% em crianças. Soluções hipertônicas de 2% ou 3% podem causar ardor e irritação da mucosa e têm maior frequência de efeitos adversos em comparação à isotônica. O soro industrializado disponível em farmácias é a opção prática. Para preparo caseiro, dissolva nove gramas de cloreto de sódio em um litro de água filtrada e fervida; conserve a solução na geladeira e nunca a aplique gelada, preferindo temperatura ambiente ou levemente aquecida.
Contraindicações e cuidados
A lavagem nasal é considerada segura, mas não deve ser feita em situações como suspeita de corpo estranho, disfagia com risco de aspiração, fissura palatina, defeitos da base do crânio e fraturas de face. Sangramentos ou ferimentos na região exigem interrupção do procedimento e avaliação médica. Fazer a lavagem em excesso também pode ser prejudicial, pois pode remover a camada de muco responsável pelo transporte mucociliar; a frequência máxima recomendada é de três vezes ao dia, salvo orientação profissional.
Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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