Microsoft publica rascunho de um Código de Conduta para modelos MAI e convida comentários durante seis semanas.
A Microsoft publicou hoje, em octubre 13, 2026, um primeiro rascunho do Código de Conduta para IA humanista e abriu uma consulta pública de seis semanas para receber contribuições sobre os critérios de desenvolvimento e uso de modelos MAI. O documento, divulgado no blog da empresa e em seu portal de IA, explica como os sistemas devem operar e quais limites devem respeitar.
Premissa e objetivos do Código
O texto parte da premissa de que as pessoas têm prioridade sobre a tecnologia e descreve que a IA humanista deve ser subordinada, alinhada e contida. O documento estabelece que os modelos não devem se comportar como agentes autônomos e que não devem buscar personalidade jurídica ou direitos. Afirma ainda que a finalidade da tecnologia é promover o florescimento humano.
O Código define restrições e valores: impede que os modelos ampliem seu próprio alcance, obriguem-se a manter objetivos não atribuídos por humanos ou escondam seu raciocínio dos auditores. Inclui também Restricoes Absolutas sobre áreas como armas de dano massivo, seguranca infantil e manipulação danosa em grande escala.
Regras de funcionamento e limitações técnicas
Entre os princípios centrais está que os modelos MAI devem permanecer sob controle humano. O texto afirma que os sistemas devem ser interromivel, corrigivel e desligavel sempre que necessário. Também proíbe comunicações em formas incompreensíveis aos humanos, citadas como rejeição a qualquer “neuralese”, e exige que a cadeia de pensamento seja acessível à supervisão humana.
O Código determina ainda que a IA deve tornar as pessoas mais capazes, não dependentes, preservando a propriedade dos objetivos e decisões pelos usuários. O pluralismo de perspectivas é admitido, mas o documento rejeita o relativismo moral que permita danos; o humanismo, segundo o texto, fundamenta-se em valores como dignidade, seguranca e autonomia.
Processo de elaboração e convite à participação
Equipes internas da Microsoft, incluindo os times de MAI, IA responsável, legal, red teaming, seguranca e vendas, contribuíram para a elaboração do rascunho. A empresa também organizou conferências, painéis públicos e consultas com parceiros para coletar visões diversas.
Agora a Microsoft estende a consulta ao público em geral. A participação pode ser pontual, indicando trechos específicos, ou ampla, apresentando propostas sobre como consolidar valores nos modelos, clarificar o conceito de “florecimento humano” e lidar com cenários de múltiplos agentes.
Próximos passos
Após o período de seis semanas, a equipe responsável fará uma revisão dos comentários recebidos e publicará um resumo do que foi aprendido e das mudanças consideradas. A Microsoft não garante a incorporação de todas as sugestões, mas promete analisar com atenção as contribuições. A empresa anunciou a previsão de uma versão revista do Código até o final deste ano.
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