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Tecnologia

Copilot e agentes de IA transformam o software empresarial e a execução do trabalho dentro das empresas

21 de maio de 2026
Copilot e agentes de IA transformam o software empresarial e a execução do trabalho dentro das empresas
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Texto de Jared Spataro, CMO de IA no Trabalho da Microsoft, sobre como agentes integrados mudam o software empresarial.

A Microsoft, por meio de Jared Spataro, CMO de IA no Trabalho, afirma que Copilot e outros agentes de inteligência artificial já atuam dentro do software empresarial e alteram quem executa tarefas, como e em que velocidade. Conforme o texto, atividades que antes levavam horas ou dias por pessoas passaram a ocorrer em segundos ou minutos, dentro de CRM, ERP, plataformas de gestão de projetos e suites de produtividade.

O usuário mudou e isso muda o software

Durante 30 anos, cada software empresarial foi projetado com a suposição de que o usuário final era um humano. Segundo o autor, essa limitação definiu recursos, fluxos e interfaces. Com os agentes realizando a execução, esse teto desaparece. O software não precisa mais escolher entre ser muito potente ou muito utilizável: pode operar na velocidade de máquina enquanto as pessoas focam em decisões.

Um exemplo prático descrito no texto envolve um responsável financeiro que pediu ao Copilot que construísse um pivô a nível de produto a partir de uma extração de dados brutos. A primeira versão retornou uma vista anual; então escreveram em inglês claro que precisavam de trimestres fiscais. O Copilot voltou à fonte, mapeou cada linha ao trimestre certo e refez o pivô. Em seguida, o gerente solicitou decomposição Volume-Taxa-Total e um bridge de contribuição ano a ano. Para testar, quebraram várias fórmulas de propósito e pediram que o Copilot auditasse todo o caderno. O agente percorreu abas, marcou inconsistências com níveis de severidade e reescreveu fórmulas quebradas, enquanto o gerente respondia e-mails e chamadas em outra tela. Segundo o relato, “embora funcione de forma discreta em segundo plano, podemos concentrar nosso foco em ideias, tomada de decisões e conversas entre parceiros de negócio.”

Agentes sem janela de chat e execução autônoma

O texto também descreve que muitos agentes não aparecem em uma janela de chat. Eles podem operar sem cabeça — ativados por uma mudança de política, uma atualização de dados, a abertura de um ticket ou um envio atrasado — para executar trabalho dentro dos sistemas em velocidade de máquina, e só apresentam resultados quando uma pessoa precisa revisar, aprovar ou intervir.

Além disso, o novo produto Copilot Cowork é citado como um sistema agêntico que se integra ao software que a organização já usa: o humano define o objetivo e o agente realiza o trabalho. Segundo o texto, esse produto foi escrito quase inteiramente por agentes, com um pequeno grupo de engenheiros, em questão de semanas.

Software redesenhado em três camadas

As mudanças mais importantes ocorrem abaixo da superfície. Plataformas que avançarem deverão se transformar a partir dos dados para cima, em três camadas:

– Experiência de usuário. Agora há duas classes de usuário: humano e agente. A adoção acontece onde os usuários já trabalham; as interfaces permanecem como pontos de encontro para revisar, compartilhar e entregar trabalho. O software precisa servir a ambos.

– Lógica de negócio. Processos como fechamento de livros, aprovação de relatórios e escalonamento devem ser codificados como habilidades que um agente possa invocar diretamente. Ao mover essa lógica para habilidades acionáveis, vêm os maiores ganhos de eficiência.

– Dados preparados. Aplicações empresariais armazenam dados, mas os agentes se beneficiam quando esses dados já entram otimizados para uso. Se um agente tiver que redescobrir estrutura e significado a cada consulta, haverá retrabalho. Preparar dados na entrada permite respostas diretas em vez de reinterpretações repetidas.

Implicações para organizações e investimentos necessários

Com agentes assumindo mais execução e com barreiras menores para criar software, surge a pergunta sobre construir soluções internas. O texto afirma que, embora seja possível agora criar um CRM próprio com IA, cada hora gasta desenvolvendo e mantendo software que uma solução pronta poderia cumprir é uma hora perdida do trabalho que define vantagem competitiva. As organizações que avançarem serão as que definirem com disciplina o que só elas devem fazer. As chamadas Frontier Firms não externalizam menos por padrão; focam os recursos no que é distintivo.

O autor observa que agentes também passarão a encontrar e usar funções avançadas de softwares já contratados — e, eventualmente, poderão requisitar capacidades que nenhum usuário humano imaginou. À medida que o trabalho humano sobe na cadeia — menos tempo operacional em software e mais tempo para decidir o que produzir — empresas que avançarem desenvolverão intencionalmente a capacidade dos colaboradores para definir direção, avaliar resultados e manter responsabilização sobre o sistema. Isso é um investimento em talento e cultura, não apenas em tecnologia, e o texto conclui que o momento para começar a investir é agora.

Para mais informações sobre IA e o futuro do trabalho, o texto recomenda a assinatura do boletim em: https://www.linkedin.com/newsletters/ai-at-work-7114636182952562688/

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