Relatos de profissionais e pacientes marcam as seis décadas e meia do Hospital de Base do Distrito Federal.
O Hospital de Base do Distrito Federal completa 66 anos neste sábado e reúne histórias de colaboradores e pacientes que cruzaram a rotina da instituição. Segundo material do IgesDF, as experiências incluem recuperação após acidente, enfrentamento do luto, trajetórias profissionais iniciadas em 2019 e carreiras de mais de três décadas. Atualmente, o hospital conta com 5.031 colaboradores e é referência em alta complexidade, ensino, pesquisa e assistência.
Uma trajetória de desafios e aprendizados
Antônio Rodrigues dos Santos, assistente administrativo do Núcleo de Patrimônio, ingressou no IgesDF em 2019 como auxiliar de humanização. Desde então, passou por diferentes unidades e funções, atuando na linha de frente nos primeiros meses da pandemia da covid-19, participando da estruturação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina e, depois, assumindo atividades ligadas à gestão patrimonial.
“Cada mudança trouxe novos aprendizados”, diz Antônio. Ele afirma que conheceu diferentes realidades e precisou se adaptar aos desafios, além de buscar crescimento profissional para contribuir com o IgesDF.
Apoio para continuar
A analista Cristina Hiramoto, do Núcleo de Pessoas, está no HBDF desde julho de 2019. Em abril deste ano, perdeu a filha, de 19 anos, e desde então recorreu ao acolhimento de colegas para enfrentar o luto. Cristina afirma que estar com pessoas queridas e compartilhar momentos traz “um pouco mais de leveza aos meus dias” e ajuda a encontrar forças para continuar.
Do trabalho à experiência como mãe
A auxiliar de serviços gerais Adalgisa Francisca Dourado conhece o Hospital de Base pela rotina profissional. Há dois anos, passou a vivenciar o local sob outra perspectiva quando o filho sofreu um grave acidente de carro e precisou de atendimento no mesmo hospital. Durante 12 dias, ela acompanhou o tratamento e a recuperação.
Adalgisa relata que foi difícil ver o filho naquela situação e que acreditou que ele poderia perder os dois olhos. Ela atribui a recuperação aos médicos e diz que o episódio reforçou sua gratidão.
Uma vida ligada ao Hospital de Base
O cardiologista José Joaquim Vieira Júnior, gerente do Cuidado Ambulatorial, acumula 36 anos de atuação no Hospital de Base. Durante a residência médica, chegou a morar no 12º andar do próprio hospital por cinco anos, experiência que aprofundou sua ligação com a unidade.
Entre as lembranças da carreira, José Joaquim destaca o atendimento a mais de 40 vítimas de um capotamento de ônibus nas proximidades da Torre de TV. “Os pacientes começaram a chegar logo cedo, durante a troca de plantão”, recorda. Ele relata que residentes desceram para ajudar nas triagens e definir encaminhamentos para centro cirúrgico, exames ou outros cuidados. Após a ação, todos os envolvidos receberam um elogio oficial do governador Joaquim Roriz, conforme o relato.
Com informações do IgesDF
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