Projeto financiado pelo Programa Ciência na Escola (PCE) da Fapeam que usa Google Earth para explorar margens dos rios e promover educação ambiental.
Estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual de Tempo Integral Maria Izabel Ferreira Xavier Desterro e Silva, localizada no Km 1 da rodovia Carlos Braga, s/n, zona rural de Iranduba (distante 27 quilômetros de Manaus), participaram de um projeto apoiado pelo Governo do Amazonas por meio da Fapeam que utilizou Geotecnologia e Google Earth para estudar as margens do Rio Negro e do Rio Solimões. O projeto, financiado pelo Programa Ciência na Escola — edital nº 002/2024, teve duração de seis meses e buscou integrar ferramentas digitais ao ensino de geografia e à educação ambiental.
Metodologia
A proposta, intitulada “Explorando as margens do Rio Solimões e Rio Negro na cidade de Iranduba utilizando o Google Earth: Uma perspectiva para Educação Ambiental”, foi desenvolvida com turmas do Ensino Médio. Alunos bolsistas trabalharam com colegas em sala de aula usando o Google Earth para localizar e comparar pontos nas margens dos rios com o conhecimento local dos estudantes.
Durante as atividades, os alunos foram incentivados a buscar informações sobre os locais onde moram e a propor soluções para reduzir impactos negativos e conservar as áreas ribeirinhas. Observou-se que há ainda poucas informações atualizadas sobre o município na plataforma. A iniciativa durou seis meses.
A coordenadora do projeto, a mestre em Geografia Terezinha Alemam Amazonense, afirmou que a proposta procurou integrar a ferramenta digital ao conteúdo escolar porque os alunos demonstraram facilidade no uso da tecnologia. “A utilização do Google Earth como ferramenta educacional contribuiu para o aumento do conhecimento ambiental da população local. Ao visualizar de forma interativa as características naturais e ecossistemas ao redor, os estudantes puderam compreender melhor a importância da conservação e proteção dos rios Negro e Solimões”, destacou Terezinha.
A experiência também fomentou ações práticas na comunidade. Segundo a coordenadora, a educação ambiental gerou iniciativas locais de preservação, como programas de reflorestamento, limpeza de áreas ribeirinhas e participação em projetos de sustentabilidade. “Percebeu-se que nossos alunos de comunidades têm maior cuidado com o lugar em que vivem, embora muitas vezes acham-se impotentes de lutar contra a destruição destes lugares”, pontuou Terezinha.
Apoio institucional
Para a coordenadora, a Fapeam foi essencial para o desenvolvimento do trabalho. “Com o incentivo financeiro os alunos sentiram-se motivados a buscarem mais conhecimento e desenvolver suas habilidades assim como o orientador também busca mostrar o seu melhor trabalho a cada dia”, afirmou.
Programa Ciência na Escola
O PCE Edição 2026 apoia a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental, da 1ª à 3ª série do Ensino Médio e suas modalidades: educação de jovens e adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e Projeto Avançar. O programa financia projetos de pesquisa científica e de inovação tecnológica a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais sediadas no Amazonas e municipais de Manaus, Coari, Manacapuru e Uarini.
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