Por Juan Lavista Ferres, cientista de dados chefe, Microsoft.
Em junho de 2026, o uso de IA atingiu 18,8% da população em idade laboral global, segundo o mais recente Informe Global de Difusão de IA, que aponta aumento geral da adoção no segundo trimestre de 2026.
Resultados gerais e líderes por país
O relatório mostra que os Emirados Árabes Unidos (73,3%) e Singapura (64,3%) ocupam as primeiras posições no ranking de adoção.
A Coreia do Sul teve o maior aumento absoluto no trimestre, com avanço de 3,5 pontos percentuais. Arábia Saudita subiu cinco posições, do 30º ao 25º lugar, e o Japão registrou o maior crescimento relativo: 2,2 pontos percentuais, cerca de 10% a mais em relação ao primeiro trimestre, quando seu uso era de 22,5%.
A nível regional, o documento aponta que a adoção cresce de forma desigual: o Norte Global registra uso de 28,8%, enquanto o Sul Global chega a 16,2%.
Metodologia e fonte dos dados
A medição considera a proporção de pessoas entre 15 e 64 anos que utilizaram um produto de IA generativa durante o período informado. Os números derivam de dados agregados e anonimizados de telemetria da Microsoft, ajustados para refletir diferenças em participação de mercado de sistemas operacionais e dispositivos, penetração de internet e população.
De acordo com o relatório, mais detalhes sobre a metodologia constam no documento técnico de adoção de IA do instituto.
Evolução das ferramentas e projeções futuras
O texto destaca que, no último ano, houve aumento significativo no número de novas ferramentas e modelos de IA. Conforme o relatório, a próxima edição ampliará a medição para incluir o uso dessas novas ferramentas, o que deverá elevar a parcela de usuários de IA em quase todas as economias, com aumentos projetados mais expressivos na China.
Diferenças de uso entre regiões e aplicações
Além da comparação entre Norte e Sul Global, o estudo examinou variações de uso por finalidade com base em dados de uso do Copilot para consumidores. Segundo o relatório, o Sul Global tem maior participação de uso em educação e aprendizagem.
Modelos de código aberto e acesso por API
O relatório discute também os modelos de IA de peso aberto e registra que seu uso vem crescendo via interfaces de programação de aplicações (API), com modelos abertos ganhando quota do volume de tokens. Esse movimento pode reduzir custos de acesso e facilitar adaptação a idiomas e necessidades locais no Sul Global, embora permaneçam barreiras como infraestrutura, conectividade e habilidades.
O estudo foi publicado pela Microsoft e divulgado por Juan Lavista Ferres, cientista de dados chefe, como parte das análises do Microsoft AI Economy Institute.
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