IgesDF reuniu profissionais para discutir a relação entre a busca pelo corpo perfeito e os transtornos alimentares em atividade de educação permanente.
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), por meio da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), promoveu nesta quinta-feira (19) a edição do projeto Educa em Ação com o tema “A ditadura do corpo perfeito e os transtornos alimentares”. O encontro ocorreu em formato híbrido, no auditório da Diep e com transmissão pelo canal do IgesDF no YouTube. Participaram o nutricionista clínico e esportivo Ramon Batista e a assistente social Natália Barreto, que abordaram os impactos físicos, emocionais e sociais desses transtornos e a importância da atuação multiprofissional.
Educação permanente
Segundo o enfermeiro da Diep, Maxsuel Dias, iniciativas de educação permanente são fundamentais para qualificar a assistência. “É essencial conscientizar nossos colaboradores e investir em educação em saúde sobre esse tema. Precisamos deixar de reproduzir estereótipos e aprender a enxergar o paciente para além do transtorno, compreendendo sua história, suas dificuldades e suas necessidades”, afirmou. As falas reforçaram a necessidade de promover abordagem centrada no paciente e de ampliar a capacitação dos profissionais.
Complexidade dos transtornos e acolhimento
Entre os transtornos mais citados na atividade estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e a compulsão alimentar periódica. O diagnóstico precoce, de acordo com os participantes, aliado ao acolhimento e ao acompanhamento especializado, aumenta as chances de recuperação e melhora da qualidade de vida.
O nutricionista Ramon Batista destacou a necessidade de compreender a complexidade desses transtornos para oferecer cuidado efetivo. “Muitos pacientes convivem com a distorção da imagem corporal, que ocorre quando a percepção que têm de si mesmos não corresponde à realidade. Essa condição provoca sofrimento emocional significativo e precisa ser compreendida e acolhida durante todo o processo de cuidado”, ressaltou.
A assistente social Natália Barreto afirmou que a questão também exige considerar fatores sociais. “Não é apenas uma questão estética, é um fenômeno social. O corpo influencia como as pessoas são tratadas e valorizadas pela sociedade”, disse.
Atendimento especializado no SUS
No Distrito Federal, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo IgesDF, é a única unidade do SUS que mantém um ambulatório estruturado para pessoas com transtornos alimentares. O serviço reúne psiquiatras, psicólogos e nutricionistas, que atuam de forma integrada para oferecer acompanhamento individualizado.
O acesso ao ambulatório é feito mediante encaminhamento médico, da rede pública ou privada, para agendamento da consulta de avaliação. A organização do serviço foi mencionada durante o encontro como referência local para o manejo clínico e multiprofissional desses agravos.
Com informações do IgesDF.
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