Protocolo da rede pública do Distrito Federal acompanha o paciente desde a triagem na UBS até o suporte oncológico.
A rede pública do Distrito Federal organiza um fluxo estruturado para o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama, com início na unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência. Pacientes são acolhidos na UBS, passam por triagem e, conforme necessidade, recebem encaminhamento para mamografia, consulta com mastologista e biópsia, com prioridade e prazos reduzidos.
Por onde começar
A porta de entrada é a UBS de referência da área de residência. Mulheres entre 40 e 75 anos, conforme diretriz do Instituto Nacional de Câncer (Inca), devem procurar a unidade mesmo sem sintomas, e a localização da UBS pode ser consultada pelo site informado pela Secretaria de Saúde do DF. O atendimento também é indicado imediatamente em caso de sinais de alerta, como nódulo palpável, alterações na pele da mama, saída de secreção pelo mamilo, mudança no formato ou tamanho da mama, inchaço na axila, inversão do mamilo ou dor mamária.
Onde fazer a mamografia
O médico da UBS solicita a mamografia de rastreamento. O exame é realizado nos hospitais da rede do DF ou por meio do projeto Peito Aberto, em parceria com o Laboratório Sabin, que amplia vagas e agiliza a entrega de laudos. Após a marcação, a paciente recebe informação sobre data, local e horário.
A oferta de mamografias abrange as seguintes unidades do DF: Hospital Regional de Sobradinho (HRS); Hospital Regional da Asa Norte (Hran); Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib); Hospital da Região Leste (HRL); Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu); Hospital Regional de Samambaia (HRSam); Hospital Regional de Taguatinga (HRT); Hospital Regional do Gama (HRG); Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT); Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
Atendimento com especialista e biópsia
Se a mamografia apontar alteração ou houver suspeita clínica na UBS, a paciente é encaminhada para consulta com mastologista em um dos hospitais regionais. Esse agendamento é prioritário e, em média, ocorre em menos de 30 dias. Quando o nódulo é palpável, o mastologista pode realizar a biópsia no consultório; se o nódulo não for evidente, o procedimento é agendado em unidade de radiologia com orientação por imagem, por meio de mamografia, ecografia ou ressonância.
Tratamento e continuidade do cuidado
Confirmado o diagnóstico de câncer de mama, a paciente segue imediatamente para o tratamento conforme os protocolos da rede. O plano terapêutico é individualizado e pode começar por cirurgia ou por sessões de quimioterapia, dependendo do estágio do tumor e das condições de cada pessoa. O acompanhamento é coordenado pela equipe médica, com o objetivo de oferecer suporte completo durante o tratamento.
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