Visita do corregedor-geral do TST às unidades do TRT-11 integra correição ordinária que avalia o desempenho do tribunal.
O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, José Roberto Freire Pimenta, visitou, na quarta-feira (16), as instalações do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc-JT), da Escola Judicial (Ejud11) e da Biblioteca Donaldo Jaña, no Fórum Trabalhista de Manaus (FTM). A atividade faz parte da correicao ordinaria, que segue até sexta-feira (18), e tem por objetivo avaliar o desempenho geral do TRT-11.
Recepção e demandas locais
No Cejusc-JT, o ministro foi recebido pela desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, coordenadora do Nupemec e do Cejusc-JT de 2º grau, que apresentou o espaço. A desembargadora destacou a necessidade de melhorias no ambiente de atendimento para garantir privacidade, de ampliação do quadro de servidores e do aperfeiçoamento do projeto de recepção aos trabalhadores. “Precisamos melhorar o espaço para promover mais privacidade e sigilo. Também é necessário ampliar o quadro de servidores e aperfeiçoar o acolhimento aos trabalhadores”, afirmou.
Durante a visita, o ministro acompanhou a apresentação de iniciativas digitais e itinerantes. Verificou-se que a participação dos sindicatos nas dispensas coletivas vem sendo adotada pelo TRT-11, em linha com decisão do STF, e que a implementação do atendimento online avança por meio do Balcão Virtual, da Atermação On-line, dos Pontos de Inclusão Digital (PIDs) e da Justiça Itinerante, com objetivo de aproximar o atendimento de trabalhadores que enfrentam barreiras geográficas ou dificuldades com linguagem digital.
Atuação no interior e projetos sociais
A desembargadora Ruth Sampaio detalhou ações do Cejusc-JT e da Ejud11 no interior do Amazonas, entre elas a ação itinerante do Cejusc-JT em Manacapuru, em maio de 2026, que atendeu 627 pessoas com serviços gratuitos, e a ação da Escola Itinerante da Ejud11, em agosto de 2025, que mobilizou mais de 600 pessoas na comunidade Bela Vista, no mesmo município.
Na área de migração, foi citada a iniciativa Mujeres Fuertes, idealizada pelo Ministério Público do Trabalho no Amazonas e Roraima (MPT AM/RR) e executada pelo Instituto Hermanitos, que capacita mulheres venezuelanas chefes de família solo para o empreendedorismo na gastronomia, com apoio institucional do TRT-11.
O ministro avaliou que essas iniciativas aproximam a Justiça do Trabalho da população e ampliam o acesso a direitos, cidadania e saúde em regiões afastadas. “A atuação itinerante leva serviços essenciais e orientação à população do interior, amplia o acesso à Justiça e aproxima a prestação jurisdicional das comunidades mais distantes”, disse o corregedor-geral.
Situação em Boa Vista
Sobre o Cejusc-JT de 1º Grau em Boa Vista, o juiz coordenador e supervisor Gleydson Ney Silva da Rocha, titular da 1ª Vara do Trabalho de Boa Vista e presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 11ª Região (Amatra XI), relatou a insuficiência de pessoal diante do volume de processos. “Temos uma equipe pequena para o volume de audiências, e isso acaba impactando o acompanhamento dos casos”, afirmou.
O juiz Igo Zany Nunes Corrêa, vice-diretor da Escola Judicial (Ejud11) e titular da 2ª Vara do Trabalho de Boa Vista, ressaltou a importância da formação de magistrados para atuação no Cejusc e disse que os cursos da Ejud11 contribuem para melhorar atendimento e conciliação. “A qualificação é o caminho para que o Cejusc ganhe mais eficiência e qualidade no atendimento”, declarou.
Equipe que acompanhou a correição
Também acompanharam a visita correicional magistradas e magistrados dos Cejuscs-JT do TRT-11. Pelo Cejusc-JT de 2º grau esteve presente a supervisora, juíza Selma Thury Vieira Sá Hauache. Pelo Cejusc-JT de 1º grau em Manaus participaram o coordenador juiz Sandro Nahmias Melo, a supervisora juíza Stella Litaiff Isper Abrahim Cândido e o assessor da Divisão do Cejusc FTM/Manaus, Jander Lúcio Teixeira e Silva. De Roraima compareceram o coordenador e supervisor do Cejusc-JT de 1º grau em Boa Vista e os supervisores juízes Igor José Cansanção Pereira e Andrezza Lins Vieira.
Visita à Escola Judicial e à Biblioteca
O ministro também conheceu a Escola Judicial (Ejud11), instalada no Fórum Trabalhista de Manaus, onde foi recebido pela diretora desembargadora Ruth Barbosa Sampaio e pelo vice-diretor juiz Igo Zany. Foram apresentadas as dependências, os núcleos de formação de magistrados e servidores e os espaços culturais e de capacitação.
Ao final da agenda, a comitiva visitou a Biblioteca Donaldo Jaña, que atende magistrados, servidores, estagiários e a comunidade externa no acesso à pesquisa em temas do Direito do Trabalho e do Direito Processual do Trabalho.
O ministro fez menção ao trabalho realizado e aos desafios orçamentários enfrentados pelo tribunal, destacando a dedicação da equipe. “A competência e o zelo com que as atividades do Cejusc e da Ejud11 têm sido conduzidas, sob a firme direção da desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, constituem um excelente presságio para esta nova fase. Reconhecemos que os desafios são constantes e que as limitações orçamentárias impõem obstáculos significativos; contudo, a dedicação da equipe tem permitido superar tais dificuldades com notável resiliência e eficiência, em um verdadeiro esforço de otimização dos recursos disponíveis. Parabenizo a todos pelo trabalho realizado e desejo sucesso nesta jornada”, afirmou José Pimenta.
A desembargadora Ruth Barbosa Sampaio avaliou que a correição é essencial para identificar boas práticas e apontar caminhos de melhoria institucional. “A correição é um momento muito importante de diálogo e avaliação da nossa atuação. É uma oportunidade de apresentarmos o trabalho desenvolvido pelo Tribunal, mas também de identificarmos, a partir desse olhar externo e qualificado, caminhos para avançar na prestação jurisdicional, na conciliação e, sobretudo, na ampliação do acesso à Justiça em uma região com desafios tão singulares como a Amazônia”, disse.
O vice-diretor da Ejud11, juiz Igo Zany Nunes Corrêa, afirmou que a visita reforça o papel da formação judicial ao transformar as experiências da correição em conhecimento e qualificação para magistrados e servidores.
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Coordenadoria de Comunicação Social
Texto: Jonathan Ferreira
Fotos: Renard Silva
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