Jonathon Dreyer, diretor‑geral de marketing de produto, saúde global e ciências da vida na Microsoft, assina a análise sobre prontidão para IA.
Jonathon Dreyer e uma pesquisa encomendada por Microsoft mostram que líderes da saúde consideram a inteligência artificial útil para coordenação e operações, mas apontam que a fragmentação de dados limita a escala. O levantamento, feito entre 7 e 14 de janeiro de 2026 com 500 responsáveis por IA e tecnologia em hospitais e organizações com 400+ leitos em sete países, indica que 58% dizem estar prontos para introduzir agentes de IA em fluxos administrativos e de coordenação, enquanto 97% relatam que silos de dados afetam a capacidade de oferecer atendimento oportuno.
Adoção e barreiras atuais
Líderes sanitários veem potencial na IA para fortalecer decisões, melhorar coordenação e permitir fluxo mais eficaz de informação entre equipes e ambientes de atenção. Conforme a pesquisa, quase todos acreditam que iniciativas de IA podem alcançar impacto escalável, mas a execução permanece desigual.
Quando dados críticos ficam distribuídos em sistemas desconectados, equipes gastam tempo reconciliando informações em vez de agir. Nessa condição, a inteligência artificial tende a ficar restrita a casos isolados e não chega de forma consistente aos momentos de decisão em que poderia gerar benefício operacional e clínico.
Importância de uma base de dados unificada
De acordo com o estudo, fortalecer uma base de dados unificada e governada é prioridade para que a IA funcione em contexto e suporte fluxos de trabalho reais. Cerca de 62% dos líderes identificaram a tecnologia legada como fonte principal de fragmentação, incluindo infraestruturas e sistemas clínicos, de imagem, operacionais e administrativos que não foram projetados para trocar dados.
Uma base mais sólida também apoia transparência e auditabilidade. À medida que a IA se integra à prestação e às operações, líderes precisam de sistemas alinhados com requisitos regulatórios e organizacionais; governança, prestação de contas e supervisão humana fazem parte dessa base.
Exemplos de aplicação e resultados
Em parceria com Microsoft, o City of Hope implementou uma solução em Microsoft Azure que processa e resume extensos históricos de pacientes, reduzindo o tempo que médicos dedicavam fora do horário para revisar prontuários e permitindo mais atendimento direto. Simon Nazarian, diretor de digital e tecnologia do City of Hope, afirmou: “Queremos aproveitar tecnologias inovadoras para apoiar a tomada de decisões em tempo real. Queremos fazê‑lo de maneira responsável. Queremos fazê‑lo juntos.”
O Peterborough Regional Health Centre integrou dados clínicos, operacionais e financeiros em Microsoft Fabric para conectar 18 sistemas de produção. Com dados governados e IA, a instituição reduziu em 43% o tempo de espera por leitos hospitalares e diminuiu em 20% trimestre a trimestre o uso desnecessário de laboratórios, segundo Lynn Mikula, diretora executiva do centro.
Do piloto à execução em escala
As organizações que avançam tratam os dados como ativo do sistema, alinham stakeholders em torno de resultados compartilhados e incorporam a inteligência artificial a fluxos de trabalho onde o valor é mensurável. O movimento de fragmentação para fronteira começa pela base; quem constrói essa base agora tende a converter o impulso por IA em impacto duradouro.
A publicação que embasa a pesquisa é o e‑book From Fragmentation to Frontier: Turning AI Readiness into Impact (2026), com metodologia quantitativa online conduzida pela OnePoll entre 7 e 14 de janeiro de 2026, com 500 responsáveis por decisão em IA e/ou tecnologia em hospitais e organizações de saúde com mais de 400 leitos nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Austrália, Países Baixos e Suécia.
Produtos e serviços da Microsoft não foram projetados nem colocados à disposição como dispositivos médicos, e não substituem aconselhamento, diagnóstico, tratamento ou julgamento médico profissional. Clientes e parceiros são responsáveis por garantir o cumprimento das leis e normas aplicáveis.
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