Microsoft ofereceu formação sobre cibercrimen, IA e defesa digital a 800 alunos da Escuela Militar del Libertador Bernardo O’Higgins em Santiago de Chile.
Microsoft realizou uma capacitação especializada sobre cibercrimen e inteligencia artificial para 800 alunos da Escuela Militar del Libertador Bernardo O’Higgins, em Santiago de Chile. A atividade foi liderada por Jimena Mora Corredor, Senior Corporate Counsel da Unidad de Crímenes Digitales de Microsoft (DCU), que apresentou como a unidade identifica, investiga e desarticula infraestrutura criminal e explicou as principais etapas de um ataque cibernético.
Detalhes da capacitação
A visita de Jimena Mora a Chile teve como objetivo transformar a experiência global da DCU em conhecimento aplicável localmente. A jornada abordou a evolução do panorama de ameaças, o papel da IA ao longo do ciclo de ataque e a importância de combinar capacidades humanas, tecnologia, inteligência e colaboração público-privada para fortalecer a preparação frente ao cibercrimen.
Durante a atividade, os participantes conheceram como funciona a DCU e foram apresentados às seis etapas que podem estruturar um ataque: reconocimiento, desarrollo de recursos, acceso inicial, persistencia y evasión, desarrollo o despliegue de la carga útil, e actividad posterior al compromiso. O objetivo declarado foi gerar conhecimento que permaneça em Chile e contribua para preparar futuros profissionais na identificação de ameaças e na resposta coordenada.
Operações e números identificados
Operações recentes da DCU identificaram em Chile 5.606 vítimas de Lumma Stealer, 1.636 de Fox Tempest e 479 vinculadas a RedVDS. No total, mais de 7.700 vítimas foram identificadas e compartilhadas com parceiros por meio do Programa de Inteligencia de Ciberamenazas de Microsoft (CTIP).
Impacto da IA e capacidade de resposta
A organização observou que o cibercrimen vem se profissionalizando, sendo ofertado como serviço e utilizando IA para reduzir custos, barreiras de conhecimento e fricção. A tecnologia pode ampliar a escala do phishing, melhorar a suplantação de identidade, acelerar o reconhecimento e apoiar o desenvolvimento e depuração de malware. Ao mesmo tempo, os infostealers ganharam relevância ao permitir o roubo de credenciais e tokens, o que em muitos casos dispensa o ataque por força bruta.
Em 80% das respostas reativas a incidentes observadas pela Microsoft houve compromisso ou recolha de dados. Governo e tecnologias da informação figuraram entre os setores mais afetados, enquanto pesquisa e academia também aumentaram como alvos.
A própria tecnologia sustenta a defesa: a Microsoft processa mais de 100 billones de sinais de segurança por dia, realiza 72.000 millones de ações diárias para reforçar a segurança, monitora mais de 1.500 grupos de ameaças e conta com mais de 34.000 profissionais de segurança.
Ações concretas da DCU
A DCU combina inteligência de ameaças, investigação técnica, ferramentas legais e parcerias público-privadas. No caso Lumma Stealer, a Microsoft identificou mais de 394.000 dispositivos Windows infectados entre marzo y mayo de 2025, e Microsoft e seus parceiros interromperam mais de 2.300 domínios vinculados à operação, incluindo 1.400 retirados pela DCU mediante ordem judicial.
“«La IA acelera el cibercrimen y redefine la anatomía de los ataques, porque permite operar con mayor velocidad, escala y sofisticación. Pero los ataques avanzan y la defensa también: la misma tecnología nos ayuda a analizar señales, detectar patrones y coordinar respuestas capaces de proteger a personas y organizaciones. En Chile, compartir este conocimiento con 800 alumnos de la Escuela Militar es una forma concreta de fortalecer la defensa digital del futuro, combinando talento, preparación y colaboración», afirmou Jimena Mora Corredor, Senior Corporate Counsel da Unidad de Crímenes Digitales de Microsoft.”
“«Esta capacitación tiene un valor muy importante para nuestros alumnos, no solamente por tratarse de Microsoft, sino por la posibilidad de acercarlos a una realidad que será cada vez más relevante para la Defensa Nacional. Hoy las amenazas son mucho más complejas y requieren generar vínculos entre el Estado, el sector privado y las capacidades tecnológicas disponibles. Para nuestros futuros oficiales es fundamental comprender estos riesgos, desarrollar una mirada crítica y estar preparados para proteger información y activos estratégicos para el país», comentou o teniente coronel Felipe Miño de Eichler, comandante del Batallón de Alumnos de la Escuela Militar.”
Colaboração para enfrentar ameaças sem fronteiras
O cibercrimen opera através de fronteiras e exige uma resposta coordenada. A experiência da DCU indica que capacidades técnicas dependem de ferramentas legais, intercâmbio de inteligência e cooperação entre governos, polícias, empresas, academia e o ecossistema de cibersegurança.
A visita de Jimena Mora incluiu conversas com diversos atores e participação em Cybersec 2026, organizado pela Alianza Chilena de Ciberseguridad, com o objetivo de ampliar o debate sobre a evolução das ameaças, o uso de IA por atacantes e defensores e a necessidade de desenvolver capacidades para o futuro.
“«La ciberseguridad es un desafío que ningún sector puede abordar de manera aislada, porque las amenazas atraviesan industrias, infraestructuras y fronteras. En ese contexto, valoramos especialmente la participación de compañías como Microsoft, porque contribuyen a elevar la conversación y a poner sobre la mesa experiencias y capacidades que son relevantes para todo el ecosistema. Lo importante es que estos espacios permitan compartir conocimiento, identificar brechas y construir soluciones que sean aplicables a la realidad de nuestro país», disse Marco Antonio Álvarez, presidente da Alianza Chilena de Ciberseguridad.
Sobre a Unidad de Crímenes Digitales de Microsoft
A Unidad de Crímenes Digitales de Microsoft é um time internacional de profissionais legais, técnicos e de negócio que combate o cibercrimen por meio de inteligência de ameaças, investigação, ações técnicas e legais e parcerias público-privadas. Desde 2010, a DCU impulsionou 39 ações civis de disrupção para proteger clientes e contribuir à segurança do ecossistema digital.
Sobre a Microsoft
Microsoft (Nasdaq «MSFT» @microsoft) cria plataformas e ferramentas impulsionadas por IA para oferecer soluções que respondam às necessidades dos clientes. A empresa diz estar comprometida com a disponibilidade ampla e responsável da IA, com a missão de empoderar pessoas e organizações.
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