Estação de recebimento e medição da UTE Manaus 1 foi conectada por fibra óptica ao CCO, permitindo acompanhamento remoto em tempo real.
A Companhia de Gás do Amazonas (Cigás) concluiu a integração da estação de recebimento e medição de gás natural da usina termelétrica UTE Manaus 1 ao Centro de Controle Operacional (CCO) da concessionária. A interligação, feita por meio de fibra óptica, permite o monitoramento remoto e em tempo real de pressão, temperatura, vazão, consumo e do status dos equipamentos da unidade.
Monitoramento e operação
A comunicação entre a estação e o CCO é realizada por fibra óptica, o que, de acordo com a concessionária, garante maior confiabilidade e segurança na transmissão dos dados. A partir do Centro de Controle, as equipes da Cigás podem acompanhar continuamente informações operacionais e responder rapidamente a ocorrências, contribuindo para a continuidade do abastecimento e a proteção dos equipamentos.
Segundo o gerente de Operações e Manutenção da Companhia, Ricardo Ciraulo, “além do acompanhamento permanente dos dados operacionais, o sistema possibilita respostas rápidas em situações específicas, contribuindo para a continuidade do abastecimento, a proteção dos equipamentos e a segurança da operação”.
Projeto e capacidade
A estação integra o empreendimento Gasoduto UTE Manaus 1, que está em fase final de implantação. O gasoduto tem 7 quilômetros de extensão e contou com investimentos de R$ 32 milhões. O projeto ampliará a capacidade operacional da rede de distribuição de gás natural (RDGN), possibilitando o atendimento da nova termelétrica e criando condições para expansão do fornecimento a futuros empreendimentos industriais e energéticos na região.
A unidade tem capacidade de distribuição de até 840 mil metros cúbicos de gás natural por dia (m³/d) e entrará em pleno funcionamento com o início das operações da UTE Manaus 1, previsto para o segundo semestre deste ano.
Expansão da infraestrutura
O diretor-presidente da Cigás, Heraldo Câmara, destacou que os investimentos em infraestrutura e tecnologia fortalecem a capacidade operacional da Companhia e ampliam a oferta de gás natural no Amazonas. Os resultados dos últimos cinco anos mostram crescimento da rede: em maio de 2022 a RDGN somava 182 quilômetros; em maio de 2026 a extensão alcançou 376 quilômetros.
O aumento da infraestrutura também refletiu no número de unidades consumidoras atendidas, que passou de 10,7 mil para 32,7 mil no mesmo período. Segundo a empresa, mais de 80% da geração de energia elétrica interligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) no Amazonas é proveniente do gás natural, o que, conforme a concessionária, reforça a participação do combustível na matriz energética local.
A informação foi divulgada pela Agência Amazonas de Notícias.
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