Hipertensão arterial costuma ser assintomática; aferir a pressão com frequência permite identificar alterações antes de danos.
Segundo a cardiologista Amabel Brito, referência técnica distrital (RTD) em cardiologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), a hipertensão arterial frequentemente não apresenta sintomas, por isso medir a pressão regularmente é importante tanto para pessoas com diagnóstico quanto para aquelas sem histórico. A medição pode ser feita em consultas ou em casa e serve para detectar alterações, ajustar medicamentos e antecipar mudanças no estilo de vida.
Riscos e objetivo do monitoramento
De acordo com especialistas, o acompanhamento contínuo da pressão arterial reduz períodos prolongados de elevação e diminui a variabilidade pressórica. Isso permite intervenções antes do surgimento de complicações como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e insuficiência renal.
“Como a hipertensão é geralmente assintomática, aferir a pressão com frequência permite identificar alterações antes que ocorram danos estruturais ao organismo”, afirma Amabel Brito.
Periodicidade
Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), adultos com pressão considerada normal devem aferir a pressão ao menos uma vez por ano. Pessoas com pressão limítrofe ou pré-hipertensão precisam de acompanhamento mais frequente, geralmente a cada seis meses.
Pacientes com diagnóstico de hipertensão arterial ou com alto risco cardiovascular devem monitorar regularmente, incluindo exames fora do consultório, como a monitorização residencial da pressão arterial (MRPA) e a MAPA 24h.
Como medir corretamente
A elevação da pressão arterial nem sempre provoca sintomas. Para obter resultados confiáveis, recomenda-se evitar consumo de café, álcool e cigarro por pelo menos 30 minutos antes da aferição; descansar por cerca de cinco minutos antes da medição; permanecer sentado, com os pés apoiados no chão e o braço na altura do coração; e evitar conversar durante o procedimento.
Aparelhos digitais usados em casa são considerados ferramentas válidas para acompanhamento quando validados por protocolos reconhecidos e com medição no braço, orienta Brito. A médica alerta que medir a pressão em situações de dor, ansiedade ou com a bexiga cheia pode reduzir a confiabilidade da aferição.
Quando buscar atendimento
Valores repetidamente elevados, acima de 140/90 mmHG, mesmo sem sintomas, indicam a necessidade de avaliação por profissional de saúde. Essa análise pode ser feita nas unidades básicas de saúde (UBSs), que são portas de entrada para o tratamento de hipertensão, e em centros especializados em hipertensão e diabetes na rede pública.
Neste ano, a Sociedade Brasileira de Hipertensão lançou a campanha Menos Pressão, com o tema “Controlando Juntos a Hipertensão”, para orientar a população sobre a medição da pressão arterial, identificar valores alterados e indicar medidas preventivas.
Com informações da Secretaria de Saúde
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