FVS-RCP orienta sobre tratamento da água e cuidados com animais peçonhentos durante o período de cheia dos rios.
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforçou, nesta quarta-feira (10/06), orientações para evitar doenças relacionadas à água contaminada e acidentes com animais peçonhentos durante as cheias dos rios no estado. As recomendações foram divulgadas após o aumento do volume das chuvas e da elevação do nível dos rios, que afetam áreas urbanas e rurais.
Riscos e medidas imediatas
Com o avanço das chuvas e a ampliação das alagações, há dispersão de lixo e esgoto que compromete a qualidade da água. Segundo a diretora-presidente Tatyana Amorim, a FVS-RCP realiza monitoramento epidemiológico contínuo e dá apoio técnico aos municípios. A instituição também distribui insumos, como hipoclorito de sódio a 2,5%, em localidades estratégicas.
O diretor da Vigilância Epidemiológica, Alexsandro Melo, recomenda medidas básicas para o consumo humano: filtrar, ferver ou clorar a água. Ele alerta para evitar contato direto com a água de enchentes e, durante a limpeza de áreas alagadas, usar botas e luvas.
Animais peçonhentos e prevenção doméstica
O diretor de Vigilância Ambiental, Elder Figueira, explicou que a subida das águas altera o habitat de serpentes, escorpiões e outros animais, que podem se aproximar de residências e locais de circulação. Por isso, a orientação é manter os ambientes limpos e redobrar os cuidados em áreas alagadas.
Dados do monitoramento
No conjunto das unidades sentinelas da capital e do interior, a Doença Diarreica Aguda (DDA) permanece entre os principais agravos acompanhados. Entre janeiro e maio de 2026 foram registrados cerca de 91.000 casos no Amazonas, com aproximadamente 40% das notificações em Manaus. No interior, Tefé e Parintins figuram entre os municípios com maior número de registros no período.
Em relação às doenças associadas ao contato com água contaminada, o estado registrou 11 casos de leptospirose entre janeiro e maio de 2026, ante 13 casos no mesmo período de 2025, redução de 15,4%.
Sobre acidentes com animais peçonhentos, somente no primeiro trimestre de 2026 o Amazonas contabilizou 1.042 acidentes, o que reforça a necessidade de medidas preventivas em áreas sujeitas às cheias.
Até o momento, a FVS-RCP distribuiu 2.163.400 frascos de hipoclorito de sódio a 2,5% para todos os municípios do Amazonas, insumo considerado importante para o tratamento da água destinada ao consumo humano, especialmente em situações emergenciais e em áreas rurais mais vulneráveis.
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