Prosai realiza testes hidráulicos no CRD2 para validar pressão, estanqueidade e distribuição do novo sistema de abastecimento em Parintins.
O Programa de Saneamento Integrado (Prosai) de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), do Governo do Amazonas, realiza testes hidráulicos no Centro de Reservação e Distribuição 2 (CRD2) para validar o desempenho operacional do novo sistema de abastecimento de água. Os procedimentos, executados em parceria com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e pela UGPE, visam assegurar a pressão adequada da rede, verificar a estanqueidade das estruturas e garantir eficiência na distribuição para a população.
Investimento e execução do projeto
O projeto do Prosai em Parintins é executado pela UGPE e é apontado como o maior investimento do estado no interior. O valor total é de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões), sendo US$ 70 milhões financiados pelo BID, a serem pagos pelo Governo do Amazonas, e US$ 30 milhões de contrapartida estadual.
Capacidade de reservação e operação do sistema
De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), Júlio César Langbeck, a integração dos novos reservatórios ao sistema representa uma mudança operacional que amplia a capacidade de reservação e traz maior estabilidade no fornecimento de água. “Estamos saindo de um reservatório de 90 mil litros para um sistema com três reservatórios, sendo dois apoiados de 700 mil litros cada e um elevado com capacidade para 400 mil litros, totalizando 1 milhão e 800 mil litros de água”, afirmou o secretário.
Segundo o coordenador de obras e engenheiro do Prosai Parintins, Carlos Augusto, a nova estrutura permitirá que a distribuição ocorra por gravidade, o que deve garantir maior regularidade na pressão da rede. Ele explicou que, durante a transição entre o sistema antigo e o novo, haverá um período para estabilização da pressão.
“Tudo isso será distribuído por gravidade. Quando fizermos essa retomada, com a virada do reservatório bombeado de 90 mil litros para o reservatório elevado de 400 mil litros, a rede precisará de um período de estabilização da pressão, até que ela fique equalizada com a pressão do reservatório. A partir desse momento, o sistema passará a operar apenas com a reposição do volume consumido. Ou seja, a elevatória entrará em funcionamento apenas para recompor a água utilizada no reservatório apoiado. Com isso, teremos uma constância ideal e permanente de pressão na rede de abastecimento”, explicou Carlos Augusto.
Testes operacionais e resultados
Os testes hidráulicos realizados pelo Prosai no CRD2 apontam elevada eficiência dos novos sistemas implantados. As avaliações confirmam a funcionalidade das redes, dos reservatórios e das estruturas construídas para fortalecer o abastecimento de água em Parintins.
A matéria foi publicada originalmente pela Agência Amazonas de Notícias.
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