Semig participa da inauguração que marcou o início da primeira etapa de testes e comissionamento da UTE Manaus I.
A Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás (Semig) participou nesta segunda-feira, 25/05, da cerimônia de chegada do gás natural à Usina Termelétrica (UTE) Manaus I, evento que marca o início da primeira etapa de testes e comissionamento e sinaliza a entrada da usina em fase operacional. O secretário da Semig, Ronney Peixoto, representou o governador Roberto Cidade durante a solenidade.
Início dos testes e comissionamento
A chegada do combustível à UTE Manaus I marca o começo das atividades de verificação técnica necessárias para a operação. Conforme a programação anunciada, esses testes são a primeira etapa antes da operação comercial, que foi antecipada para setembro de 2026.
Capacidade e tecnologia
A usina tem capacidade instalada de 163 megawatts (MW), volume que pode atender aproximadamente 400 mil famílias. Projetada para operar em ciclo combinado, a instalação utiliza tecnologia que proporciona maior eficiência energética e redução das emissões em comparação com centrais movidas a óleo diesel e óleo combustível, e tem possibilidade futura de conversão para hidrogênio verde.
Marco regulatório e modelo de negócio
Outro diferencial do projeto foi a homologação, em dezembro de 2024, do modelo que permite à UTE Manaus I atuar como Consumidora Livre de Gás Natural no Amazonas. A medida foi aprovada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam) e, segundo os responsáveis pelo empreendimento, deve aumentar competitividade e flexibilidade no mercado energético local.
Antecipação do cronograma
Inicialmente prevista para entrar em operação comercial em dezembro de 2026, a usina teve o cronograma antecipado para setembro de 2026 graças a uma ação integrada entre o Governo do Amazonas e a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Em declarações, o secretário da Semig afirmou: “A chegada do gás natural à UTE Manaus I representa um avanço estratégico para o Amazonas e reforça o compromisso do Governo do Estado com uma matriz energética mais segura, eficiente e sustentável. Essa união entre os órgãos estaduais e instituições parceiras foi fundamental para antecipar a operação da usina e garantir benefícios diretos para a população e para o desenvolvimento econômico do estado”.
Impacto econômico e ações socioambientais
O empreendimento da Companhia Energética Amazonense representa investimento superior a R$ 1 bilhão e, durante o pico das obras, gerou cerca de 1.200 empregos diretos. Além da infraestrutura de geração, o projeto desenvolveu ações socioambientais voltadas à educação ambiental, monitoramento ambiental, recuperação de áreas degradadas e interação com comunidades da área de influência.
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