Governo do Distrito Federal anuncia transferência gradual de secretarias para o Centro Administrativo do Distrito Federal, com objetivo de reduzir gastos com aluguel e descentralizar serviços.
A governadora Celina Leão anunciou, nesta terça-feira (9), que em até 90 dias cerca de 31% do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF) estará ocupado por órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). A ocupação começará com a transferência integral de cinco secretarias e o uso parcial de Casa Civil, Casa Militar e Secretaria de Governo, em blocos que comportam até 1.638 servidores, segundo o anúncio feito em coletiva.
Início da ocupação e secretarias envolvidas
Conforme a governadora, a primeira pasta a se mudar será a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF). Também estão previstas as transferências da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), da Secretaria de Mobilidade (Semob), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do DF Legal. Inicialmente serão ocupados cinco blocos do complexo.
A ocupação marca o início da utilização efetiva do empreendimento após mais de uma década de impasses judiciais e administrativos. A mudança será realizada de forma gradual e integra uma estratégia do governo para redução de despesas e descentralização da administração pública.
Economia e descentralização
O GDF calcula que os contratos de aluguel atualmente mantidos pelas secretarias somam cerca de R$ 14 milhões por mês, o equivalente a aproximadamente R$ 168 milhões por ano. Apenas as cinco pastas que serão transferidas integralmente nesta primeira etapa devem gerar uma economia anual superior a R$ 18 milhões. O governo afirma que a economia deve crescer conforme novas etapas de ocupação forem implementadas.
Segundo a governadora, a instalação dos órgãos no complexo também deve impulsionar o desenvolvimento econômico da região entre Taguatinga e Ceilândia e valorizar imóveis próximos ao empreendimento.
Mudança sem novas licitações e adequações previstas
A ocupação será feita com o reaproveitamento do mobiliário e dos equipamentos já existentes nas secretarias, sem novas licitações para aquisição desses itens. A previsão é que os gastos se limitem a pequenos reparos e adequações necessárias para o funcionamento dos blocos nesta fase.
Equipes técnicas do GDF trabalham na impermeabilização do teto, pintura interna e na instalação de tomadas e cabos para as novas estações de trabalho. A infraestrutura do complexo já dispõe de sistemas de tecnologia, climatização e gestão predial que permitem ativação gradual dos espaços.
Próximas etapas e acessos viários
A Secretaria de Obras trabalha na elaboração de projetos para a construção de dois novos viadutos de acesso ao complexo, intervenções que, segundo o governo, permitirão avançar para a ocupação de 100% do CAD-DF. O espaço conta ainda com área comercial integrada à estação do metrô, cuja concessão será estudada para gerar receita destinada à manutenção do empreendimento.
Segurança jurídica e documentação
Durante a apresentação foi informado que não há impedimentos jurídicos para a ocupação. O Habite-se e o Relatório de Impacto de Trânsito (RIT) já foram emitidos para a primeira etapa, e o terreno permanece sob propriedade do Distrito Federal.
O modelo adotado pelo GDF segue prática usada por 22 estados brasileiros, que concentram parte de suas estruturas administrativas em centros integrados para aumentar eficiência e facilitar atendimento à população.
A estimativa apresentada é que, ao longo dos próximos anos, os recursos economizados possam ser direcionados para investimentos em áreas prioritárias, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura.
Assuntos nesse artigo:
#cad-df, #centroadministrativododistritofederal, #gdf, #celinaleao, #taguatinga, #ceilandia, #sodf, #seduh, #semob, #sema, #dflegal, #aluguel, #economia, #1638servidores, #habite-se, #rit, #viadutos, #metrô, #concessao, #infraestrutura
